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Amazonas

Assembleia recebe denúncias contra dirigentes de colégios da Polícia Militar em Manaus

Denúncias de professores, estudantes e pais de alunos envolvem agressões físicas, assédio moral e sexual e outras condutas irregulares cometidas por gestores de colégios administrados pela PM, em Manaus.

A comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE) marcou para a próxima quarta-feira (18) uma reunião com representantes da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), do comando da Polícia Militar (PM) e das Associações de Pais, Mestres e Comunitários (APMCs) para começar a apurar denúncias de professores, estudantes e pais de alunos envolvendo agressões físicas, assédio moral e sexual e outras condutas irregulares cometidas por gestores de colégios administrados pela PM, em Manaus.

A decisão foi tomada nesta quinta-feira, após representantes das APMCs dos colégios da Polícia Militar fazerem as denúncias, na ALE, de casos de agressão física cometidos por gestores contra professores e até casos de assédio em troca de vagas nos colégios e de notas nas avaliações escolares.

O deputado estadual Fausto Jr (PV), que recebeu os membros das APMCs, disse que reconhece o “importante papel desempenhado pelos colégios da Polícia Militar na melhoria da educação pública no Amazonas”, mas que as irregularidades denunciadas “não podem ser varridas para debaixo do tapete.” “São graves denúncias feitas por professores e estudantes contra policiais militares que cuidam da gestão dos colégios. São casos que precisam de investigação. A verdade deve prevalecer”, disse.

O advogado das APMCs, Ricardo Gomes, esteve na Assembleia Legislativa e disse que cinco dos nove colégios da Polícia Militar possuem denúncias contra gestores. “Temos o caso de um professor que levou um tapa na cara, em pleno pátio do colégio”, revelou o advogado. “A agressão foi feita pelo diretor da escola, que estava armado e levou o professor a uma sala fechada onde ocorreram mais intimidações”, denunciou Ricardo Gomes.

Outra denúncia foi feita por mães de estudantes, que seriam assediadas sexualmente por diretores de colégio em troca de melhores notas para os filhos ou vagas para o próximo ano letivo. “As denúncias estão surgindo em vários colégios da Polícia Militar. É sinal que alguma coisa errada está acontecendo e precisa ser investigada pela Seduc e pelo comando da Polícia Militar”, alerta Ricardo Gomes.

A comissão de Educação da Assembleia informou que o objetivos é ouvir todos os envolvidos e buscar uma solução para o problema, além de identificar os gestores que estariam cometendo irregulares na administração dos colégios. “Queremos ouvir todos os lados e apontar a verdade do que está acontecendo nos colégios”, completou Fausto Jr.

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