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Amazonas teve a 9ª média salarial mais alta do Brasil em 2024, aponta relatório divulgado pelo IBGE

O Estado teve a maior média salarial da Região Norte em 2024, mas com valor abaixo da média nacional.

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A média salarial no Amazonas em 2024 foi a 9ª mais alta entre as 26 unidades da federação e o Distrito Federal, segundo dados do relatório de Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (Cempre), divulgado nesta quinta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No estado, a remuneração média foi de R$ 3.627,07.

O Estado teve a maior média salarial da Região Norte em 2024, mas com valor abaixo da média nacional, que foi de R$ 3.932,45. Na Região, a média salarial no Estado ficou à frente da de Rondônia (R$ 3.615,18) e Roraima (R$ 3.565,09).

O Distrito Federal registrou a maior média salarial do país, com R$ 6.845,13. Em seguida aparecem Rio de Janeiro (R$ 4.501,35) e São Paulo (R$ 4.423,04).
Já entre os menores valores do ranking estão Alagoas (R$ 2.720,88), Ceará (R$ 2.924,00) e Paraíba (R$ 2.969,49).

Parte dos setores que mais empregam no Brasil também está entre os que pagam os menores salários médios, segundo o relatório. O levantamento analisou 20 atividades com base em dados de 2024. Os 10 setores que mais empregam no Brasil concentram mais de 48,9 milhões de trabalhadores assalariados — mais de 90% do total do país. Entre esses setores, pelo menos seis pagam salários abaixo da média nacional, de R$ 3.932,45.

O setor de comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, por exemplo, concentra quase 10 milhões de trabalhadores assalariados (18,2% do total) e é o maior empregador do país, mas paga uma média de R$ 2.797,83 por mês — o quarto menor valor entre as atividades analisadas.

O levantamento do IBGE mostrou ainda que havia cerca de 10,6 milhões de empresas e outras organizações formais ativas no país em 2024, um aumento de 5,8% em relação ao ano anterior. Essas organizações empregaram cerca de 68 milhões de pessoas no ano, sendo 54 milhões assalariadas.

Do total de empresas do país, 93% (9,9 milhões) são de pequeno porte, com até nove funcionários. Esse segmento também foi responsável por grande parte do crescimento no número de empresas, com alta de 6,1% no período.

O relatório mostra que trabalhadores com nível superior, embora representem apenas 23,6% dos assalariados, recebem em média cerca de R$ 5 mil a mais que aqueles com formação até o ensino médio.

Enquanto trabalhadores com ensino superior ganhavam, em média, R$ 7.776,59, os que tinham formação até o ensino médio recebiam cerca de R$ 2.742,41.
Já na análise por gênero, os homens receberam, em média, salários 16,6% maiores que os das mulheres em 2024. Segundo o relatório, enquanto o salário médio deles ficou em R$ 4.206 em 2024, o valor recebido por elas foi de R$ 3.608,04. Além de receberem salários maiores, os homens também representavam a maior parte do pessoal ocupado assalariado, com 29,3 milhões de pessoas.


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