Brasil
SUS deixaria de receber R$ 30 bi por ano se gasto em saúde for corrigido só pela inflação, diz estudo
Nesse cenário, o orçamento ficaria congelado em termos reais no patamar de 2026, sem acompanhar o crescimento da arrecadação.
O SUS pode deixar de receber R$ 30 bilhões por ano nos próximos dez anos se o gasto federal com saúde passar a ser corrigido apenas pela inflação. No acumulado da década, o montante pode chegar a R$ 300 bilhões. As informações são do jornal O Globo.
A estimativa é de um estudo inédito do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) e da Umane. Nesse cenário, o orçamento ficaria congelado em termos reais no patamar de 2026, sem acompanhar o crescimento da arrecadação.
O montante anual equivale a quase três anos do custeio federal de todas as 57.585 equipes de Saúde da Família e oito vezes o custeio anual de todos os 3.671 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) do país.
A análise também mostra que em 2036, o SUS receberia cerca de R$ 300 a menos por habitante do que pela regra atual. A diferença equivale a 21% do gasto federal em saúde por pessoa em comparação com o gasto de 2026 e cresce ao longo do período, passando de R$ 16 por habitante em 2028 para R$ 262 em 2035.
Segundo o estudo, a mudança também alteraria a composição do orçamento da saúde, já que as emendas parlamentares obrigatórias continuam atreladas à arrecadação. Se a verba for corrigida só pela inflação, as emendas passam a ocupar uma fatia cada vez maior do orçamento do SUS.
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