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Brasil

Pesquisa Quaest: Lula e Flávio Bolsonaro empatam como os candidatos mais rejeitados, com 55%

Índice do petista oscilou dois pontos para cima, enquanto o do candidato do PL permaneceu estável; Caiado tem 42% e Zema, 40%.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) estão empatados como os candidatos à Presidência mais rejeitados pelos eleitores, mostra a nova rodada da pesquisa Quaest, divulgada nesta segunda-feira,14/9. Segundo o levantamento, 55% afirmam que não votariam de jeito nenhum em cada um dos dois postulantes ao Palácio do Planalto.

A rejeição de Lula oscilou dois pontos percentuais para cima na comparação com a pesquisa divulgada há uma semana, passando de 53% para 55%. No mesmo período, o percentual dos que afirmam que poderiam votar no petista foi de 44% para 45%. Por ser conhecido por todos os entrevistados, o presidente não registra percentual de desconhecimento.

Flávio manteve os mesmos 55% de rejeição registrados nas duas rodadas anteriores. O potencial de voto do candidato do PL, porém, oscilou de 40% para 43%. Outros 2% disseram não conhecer o senador, ante 5% nas pesquisas anteriores.

Os dois líderes da corrida presidencial têm rejeição superior à dos demais candidatos. Ronaldo Caiado (PSD) aparece na sequência, com 42%, seguido por Romeu Zema (Novo), com 40%; Renan Santos (Missão), com 30%; e Augusto Cury (Avante), com 26%.

Entre os candidatos mais bem posicionados, Cury apresenta o menor nível de rejeição, mas também é desconhecido por metade do eleitorado. O escritor tem potencial de voto de 24%. Caiado poderia receber o voto de 22% e é desconhecido por 36%, enquanto Zema tem potencial de 21% e não é conhecido por 39%. Renan poderia ser escolhido por 16%, mas 54% ainda dizem não conhecê-lo.

Rui Costa Pimenta (PCO) é rejeitado por 24%; Samara Martins (UP), por 13%; Edmilson Costa (PCB), por 12%; Hertz Dias (PSTU) e Veterinário Wilson Grassi (Democrata), por 11% cada; e Clariana Barão (DC), por 8%. Todos são desconhecidos por mais de 70% dos entrevistados.

Rejeição varia entre segmentos

A resistência a Lula chega a 63% entre os eleitores com Ensino Superior e a 62% entre aqueles com renda familiar superior a cinco salários mínimos. O índice também é de 69% entre os evangélicos, ante 47% entre os católicos.

Flávio, por sua vez, é rejeitado por 60% dos eleitores com 60 anos ou mais e por 59% dos católicos. Entre os evangélicos, o índice cai para 44%, enquanto 53% afirmam que poderiam votar no candidato do PL.

No recorte regional, Lula enfrenta maior rejeição no Sul, onde 63% dizem que não votariam nele, e no Sudeste, com 60%. No Nordeste, o percentual cai para 40%, e 60% afirmam que poderiam votar no presidente.

A rejeição de Flávio chega a 60% no Nordeste, 54% no Centro-Oeste e no Norte e 53% no Sudeste. No Sul, 49% rejeitam o senador e outros 49% dizem que poderiam votar nele.

Entre os eleitores independentes, Lula e Flávio voltam a empatar: 63% rejeitam cada um. O potencial de voto é de 37% para o petista e de 33% para o candidato do PL, que ainda é desconhecido por 4% desse grupo.

Liderança e rejeição elevadas

Os altos índices de rejeição contrastam com a concentração das intenções de voto nos dois candidatos. Lula lidera o primeiro turno com 36%, seguido por Flávio, com 31%. Augusto Cury aparece com 7%, enquanto Caiado e Renan têm 4% cada. Zema registra 1%. Indecisos somam 10%, e 7% pretendem votar em branco, anular ou não comparecer.

Em relação à rodada anterior, Lula permaneceu com 36%, enquanto Flávio oscilou de 29% para 31%. Cury passou de 8% para 7%. Caiado e Renan foram de 3% para 4%, e Zema oscilou de 2% para 1%.

Na simulação de segundo turno, Flávio aparece numericamente à frente, com 42%, contra 40% de Lula. Os dois estão tecnicamente empatados. Na rodada anterior, ambos tinham 41%.

O quadro indica uma disputa concentrada nos dois candidatos que possuem, ao mesmo tempo, os maiores contingentes de apoiadores e de eleitores resistentes às suas candidaturas. A rejeição pode ganhar peso especialmente em um eventual segundo turno, quando ambos precisarão conquistar eleitores que escolheram outros nomes na primeira etapa.

Casos políticos atravessam campanha

A pesquisa foi realizada em meio aos novos desdobramentos do caso Dark Horse e ao agravamento da crise no Supremo Tribunal Federal. Documentos divulgados nos últimos dias mostram que Flávio é formalmente investigado desde julho pela negociação de recursos com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme sobre Jair Bolsonaro.

Segundo a Polícia Federal, Flávio pediu R$ 131 milhões para a produção, dos quais cerca de R$ 60 milhões teriam sido pagos. A corporação busca esclarecer a origem, o caminho e o destino final dos recursos. O senador nega irregularidades e defende a divulgação integral dos documentos.

O período também foi marcado pela intervenção do presidente do STF, Edson Fachin, na disputa entre Alexandre de Moraes e André Mendonça em torno das investigações do Banco Master. Fachin suspendeu as decisões conflitantes de Mendonça e Flávio Dino sobre o comando da Polícia Federal, manteve Andrei Rodrigues no cargo e retirou Moraes da relatoria do inquérito das fake news.

A Quaest, contratada pela Globo e pelo jornal O GLOBO, ouviu presencialmente 2.004 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 10 e 13 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-03607/2026.


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