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Amazonas registra maior alta no custo da construção civil em agosto, aponta IBGE

No Estado, o custo variou 5,70% em 2026 e 6,42% nos últimos 12 meses, alcançado a média de R$ 2000,18 o metro quadrado.

Com reajuste nas categorias profissionais firmado em acordo coletivo, o estado do Amazonas registrou a maior variação mensal em julho, 2,67%, no Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), seguido por Mato Grosso do Sul, 2,34%, Paraná, 2,25%, e Distrito Federal, 2,11%, também sob influência de convenção trabalhista.

No Amazonas o custo variou 5,70% em 2026 e 6,42% nos últimos 12 meses, alcançado a média de R$ 2000,18 o metro quadrado.

O Sinapi variou 0,44% em agosto, na média nacional, mantendo o patamar do mês anterior. Com o resultado, o acumulado nos últimos doze meses foi para 7,03%, resultado abaixo do registrado nos doze meses imediatamente anteriores (7,40%). Em agosto de 2025 o índice foi 0,79%.

A Região Sul, com alta em todos os estados, e influenciada pelo reajuste observado nas categorias profissionais no Paraná, ficou com a maior variação regional em agosto, 1,15%. As demais regiões apresentaram os seguintes resultados: 0,85% (Norte), 0,19% (Nordeste), 0,18% (Sudeste) e 0,87% (Centro-Oeste).

O custo nacional da construção por metro quadrado, que em julho fechou em R$ 1.985,10, passou em agosto para R$ 1.993,76, sendo R$ 1.124,06 relativos aos materiais e R$ 869,70 à mão de obra.

A parcela dos materiais apresentou desaceleração, com uma variação de 0,35% para o mês, ficando 0,13 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa de julho (0,48%). Em agosto de 2025 os materiais registraram uma alta de 0,50%, 0,15 ponto percentual acima do mesmo mês do ano corrente.

Já a mão de obra, com variação de 0,55%, e alguns acordos coletivos firmados no período, apresentou alta, ficando 0,16 p.p. acima da taxa registrada em julho, 0,39%. Em relação a agosto de 2025 (1,18%), houve forte desaceleração, 0,63 p.p.

Os acumulados no ano foram para 4,24% (materiais) e 6,95% (mão de obra). Já os acumulados em doze meses ficaram em 5,65% (materiais) e 8,88% (mão de obra), respectivamente.

Criado em 1969, o Sinapi tem como objetivo a produção de informações de custos e índices de forma sistematizada e com abrangência nacional, visando a elaboração e avaliação de orçamentos, como também acompanhamento de custos. A próxima divulgação do Sinapi, referente a julho de 2026, está prevista para 9 de outubro.


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