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Coaf aponta movimentação ‘atípica’ de R$ 19 milhões de produtora do filme ‘Dark Horse’ no período das gravações

O relatório do Coaf registrou que a empresa movimentou 8,9 milhões a crédito (recebeu) e 10,7 milhões a débito (pagou) entre 10 de novembro e 30 de dezembro de 2025.

Relatório do Coaf aponta movimentação de R$ 19 milhões nas contas da produtora Go Up durante o período de gravações do filme Dark Horse.

A Polícia Federal apontou que houve movimentação “atípica” de R$ 19 milhões nas contas da produtora Go Up, responsável pelo filme Dark Horse, no período em que ocorreram as filmagens do longa-metragem sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Coaf identificou movimentações da produtora

A informação foi identificada pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão de combate à lavagem de dinheiro, e consta na decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, cujo sigilo foi retirado nesta quinta-feira.

O relatório do Coaf registrou que a empresa movimentou 8,9 milhões a crédito (recebeu) e 10,7 milhões a débito (pagou) entre 10 de novembro e 30 de dezembro de 2025.

Segundo as investigações, esse período “coincide” com a época em que o filme foi gravado entre outubro e dezembro de 2025. Entre os pagamentos mapeados, estão despesas com produtoras, um hotel de alto padrão em São Paulo e uma empresa que prepara refeições.

Gravações coincidem com período analisado

“Assim, chama a atenção a coincidência temporal das gravações com o período da referida comunicação (10/11/2025 a 30/12/2025), bem como a natureza das despesas, que envolvem hotel de alto padrão e refeições, além de despesas com produtoras, diz trecho da decisão de Dino”.

A decisão do Dino faz parte de uma operação da Polícia Federal deflagrada em conjunto com a Controladoria Geral da União (CGU), que investiga o repasse de emendas parlamentares a entidades ligadas a Karina Ferreira Gama, dona da produtora responsável pelo ‘Dark Horse’.

Ela foi alvo de mandados de busca e apreensão junto com o deputado Mário Frias (PL-SP), que assina como produtor executivo do longa.


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