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Deputado federal Mario Frias e produtora de “Dark Horse” são alvos de operação da Polícia Federal

O site Intercept Brasil revelou que o senador Flávio Bolsonaro (PL) cobrava dinheiro de Daniel Vorcaro para o filme sobre Jair. De acordo com a reportagem, Vorcaro pagou ao menos R$ 61 milhões em 2025.

A Polícia Federal (PF) cumpre 49 mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (10) em operação relacionada ao financiamento do filme “Dark Horse”, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Karina Gama, produtora do filme, e o deputado federal Mario Frias (PL-SP) são alvos da ação. Duas entidades de propriedade de Karina também têm buscas de agentes da PF: o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC).

O caso está sob relatoria do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). O inquérito era de São Paulo e foi avocado para o STF. A operação não tem mandados de prisão, apenas de busca e apreensão.

A operação desta quinta-feira foi deflagrada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU) e foi batizada de “Make Up”. A investigação é sobre um suposto esquema de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares, informou a PF.

Segundo a investigação, uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados teria direcionado recursos repassados a uma organização da sociedade civil para empresas subcontratadas irregularmente, sem comprovação de que os serviços foram efetivamente prestados.

A PF informa ter identificado movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas ligadas ao esquema e afirma que as tentativas de ocultar os desvios continuaram até julho deste ano.

São investigados crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.

Auditoria da CGU apontou suspeita de desvio da emenda de R$ 2 milhões indicada por Frias para entidades de Karina, como gastos não comprovados.

Os citados na operação foram procurados pela reportagem, mas ainda não se pronunciaram.

Há duas investigações em curso sob a supervisão de ministros do STF sobre o filme “Dark Horse”: o caso que está com Flávio Dino se concentra no possível uso irregular de emendas parlamentares e dinheiro público que chegou a entidades e empresas ligadas à produtora do filme.

Um outro inquérito, sob a relatoria de André Mendonça, examina os repasses feitos pelo ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro a pedido de Flávio Bolsonaro e o percurso desse dinheiro.

Em maio, o site Intercept Brasil revelou uma troca de mensagens e um áudio em que o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, cobrava dinheiro do ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, para financiar o filme sobre Jair. De acordo com a reportagem, Vorcaro pagou ao menos R$ 61 milhões em 2025.

O dinheiro, de acordo com o site, foi transferido para um fundo nos Estados Unidos administrado por um advogado ligado ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), irmão de Flávio.


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