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Dark Horse: Vorcaro repassou US$ 1,6 mi a mais que o admitido por Flávio, aponta Coaf

Relatório do Coaf identificou pagamento feito pelo ex-banqueiro em setembro do ano passado; mensagem também indicou repasse no mês seguinte.

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O ex-banqueiro Daniel Vorcaro realizou repasses para o financiamento do filme “Dark Horse” maior do que o admitido pelo senador e candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
As informações foram publicadas em reportagem da revista Piauí nesta 3ª feira (1º.set.2026).

O valor consta em um relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), que identificou parcela no valor de US$ 1,6 milhão, paga em 16 de setembro de 2025. A informação foi revelada pela revista Piauí e confirmada pela CNN com fontes a par das investigações.

A data do pagamento contradiz uma declaração de Flávio Bolsonaro à GloboNews. Após revelados diálogos entre o parlamentar e o ex-banqueiro sobre o financiamento do filme, Flávio disse em entrevista que o último pagamento feito por Vorcaro ocorreu em maio de 2025.

Veja as parcelas que teriam sido pagas por Vorcaro ao filme de Bolsonaro:

13.fev.2025 – US$ 2 milhões;
24.mar.2025 – US$ 2 milhões;
24.mar.2025 – US$ 1.666.667;
25.abr.2025 – US$ 1.666.667;
25.abr.2025 – US$ 1.666.667;
29.mai.2025 – US$ 1.666.667;
16.set.2025 – US$ 1.666.667;
22.out.2025 – repasse mencionado em mensagem de Vorcaro, que não detalhou o valor.

O pagamento foi feito ao Havengate Development Fund, um fundo americano que administrava o dinheiro para o “Dark Horse” e encaminhava os recursos para a Go Up Entertainment, produtora responsável pelo filme.

A reportagem também cita uma nova troca de mensagens, em outubro. O diálogo que indicaria mais um repasse, desta vez valores indicados. A conversa é com o publicitário Thiago Miranda, que confirmou à PF ter ajudado na captação de dinheiro para Dark Horse.

Questionado por jornalistas no Senado sobre os repasses, Flávio disse não ter informações sobre o assunto. Segundo ele, os questionamentos devem ser direcionados para a produtora do filme. “Pergunte para a produtora que parcela é essa. O valor está na prestação de contas. Tecnicamente, quem tem que tratar é a produtora”, disse.

Em nota, o Coaf informou que “não se manifesta sobre casos concretos” e que os relatórios são elaborados em “caráter sigiloso”. Segundo o órgão, os relatórios são encaminha para autoridades competentes quando solicitados e quando o Coaf “identifica movimentações relevantes no âmbito da prevenção à lavagem de dinheiro”.

As investigações do caso “Dark Horse” apuram se houve irregularidades no financiamento do filme e se todo o dinheiro repassado por Vorcaro foi direcionado para a produção.

Há dois inquéritos no STF (Supremo Tribunal Federal). Um deles é relatado pelo ministro André Mendonça e apura possíveis irregularidades no financiamento. O outro tem como relator o ministro Flávio Dino e analisa o suposto uso de recursos de emendas parlamentares para bancar a produção.

OUTRO LADO

A revista Piauí procurou a assessoria de Flávio Bolsonaro, que disse que as perguntas deveriam ser feitas à produtora do filme. “Isso não é com a gente”, afirmou à reportagem.

A produtora Go Up também foi questionada pela revista, mas não teria dado resposta objetiva.


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