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Economia

Ipsos-Ipec: Pix é unânime no Brasil, e bolsonaristas usam mais que lulistas

Segundo a pesquisa Ipsos-Ipec, 93% da população apoia o sistema, superando índices de figuras políticas em seus melhores momentos.

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O Pix conquistou aprovação recorde e se tornou quase unânime entre os brasileiros, afirma José Roberto de Toledo no A Hora, do Canal UOL.

O tema é um dos destaques do episódio desta semana do A Hora, podcast de notícias do UOL com os jornalistas Thais Bilenky e José Roberto de Toledo, disponível nas principais plataformas.

Segundo a pesquisa Ipsos-Ipec, 93% da população apoia o sistema, superando índices de figuras políticas em seus melhores momentos. O Pix é usado por diferentes perfis sociais e políticos, mas é mais frequente entre eleitores de Jair Bolsonaro.Para ouvir clique aqui.

“93% dos brasileiros aprovam o Pix. Só 5% desaprovam o Pix. É chocante, porque é uma quase unanimidade num país que está dividido sobre praticamente tudo, desde a política, bolsonarismo versus lulismo, até a seleção brasileira”, diz José Roberto de Toledo.

Toledo avalia que nunca viu uma política pública com tamanho saldo positivo em 40 anos de análise de pesquisas no Brasil. Para ele, a gratuidade e a facilidade explicam boa parte dessa aceitação.

“É por isso também, não é só pela facilidade do uso do Pix, é pela gratuidade dele que ele é tão popular. Ele facilita a vida mais e, além de tudo, mantém o dinheiro circulando na comunidade. E isso gera essa percepção tão positiva”, acrescenta.

Ele lembra que o Pix supera barreiras de classe, gênero, raça e religião, mas que o uso é mais comum entre eleitores bolsonaristas. “Os eleitores do Bolsonaro, ou seja, as pessoas que votaram do Bolsonaro em 2022, no segundo turno, usam mais o Pix do que quem votou no Lula. É 88% de usuários entre eleitores do Bolsonaro contra 75% de usuários entre os eleitores lulistas.”

Toledo atribui essa diferença a questões socioeconômicas e não políticas. Segundo ele, o público bolsonarista tem renda mais alta, é mais jovem e vive em áreas urbanas, perfil típico do usuário do Pix.

“Talvez porque entre os eleitores lulistas haja mais pessoas com mais de 60 anos, mais pobres, com renda mais baixa, do interior do Brasil, é uma questão mais de perfil socioeconômico do que preferência política”.

Além de facilitar transferências, o Pix preocupa concorrentes internacionais por não cobrar taxas, o que mantém recursos no Brasil. Toledo diz que o temor de empresas americanas é sobre o futuro do sistema, não o presente.


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