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Amazonas

Pesquisa do aponta que poluição dos rios é o problema ambiental que mais aflige moradores de Manaus

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O problema ambiental que aflige mais moradores de Manaus é a poluição dos rios (37%), de acordo com a pesquisa Viver nas Cidades: Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, realizada de 1º a 27 de dezembro de 2025 e divulgada nesta terça-feira (02/06) pelo Instituto Cidades Sustentáveis e Ipsos-Ipec. Em 2024 era a poluição do ar aque parecida em 1º lugar, com 54%.

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pesquisa-do-aponta-que-poluica

pesquisa-do-aponta-que-poluicaA pesquisa mostrou que os problemas ambientais que mais afligem moradores de capitais brasileiras atualmente são alagamentos e inundações. Em Manaus, 78% responderam que os governos podem contribuir no combate às mudanças climáticas. E 56% colocaram o controle do desmatamento e a ocupação das áreas de manancial na primeira posição do ranking das medidas a serem adotadas pelos governos municipais para combate das mudanças climáticas.

A preocupação foi manifestada como a principal em Porto Alegre (para 64% dos entrevistados), Goiânia (50%), Belo Horizonte (49%), Recife (41%) e Rio de Janeiro (40%).

Foram realizadas 3.500 entrevistas online distribuídas entre Manaus, Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Goiânia.

As enchentes e alagamentos também ficam no topo da lista da parcela dos entrevistados com maior nível de escolaridade (43%) e entre as classes A/B (43%) e C (40%). Entre as classes D/E, têm menor importância (28%).

Já a poluição do ar foi mais citada pelos participantes do levantamento com maior renda familiar – mais de cinco salários mínimos (39%) e de dois a cinco salários mínimos (37%), na comparação com quem tem renda de até dois salários (31%). Também foi mais indicado pelas pessoas pertencentes às classes A/B (38%) e C (34%), enquanto não é tão lembrado pelas das classes D/E (24%).

Entre os internautas, mais uma vez há um consenso de que as prefeituras têm um papel crucial no combate às mudanças climáticas, demandando por ações urgentes.

As medidas adotadas devem focar em soluções tangíveis para problemas visíveis: controle do desmatamento e ocupação de mananciais, planos de drenagem para combater enchentes, criação de parques para mitigar o calor, e fomento a construções sustentáveis.

O cidadão está pronto e aberto a apoiar o trabalho de adaptação climática dos governos locais.
O coordenador-geral do Cidades Sustentáveis, Jorge Abrahão, observa uma mudança de percepção sobre a realidade. Segundo ele, anteriormente, as pessoas ressaltavam mais tópicos relacionados à educação e saúde e não tanto a demandas relativas ao meio ambiente.

Os pesquisadores registraram as impressões da população sobre os principais impactos das mudanças climáticas em seu dia a dia. O calor excessivo aparece em primeiro lugar, com 33%, seguido pela poluição do ar (22%). O preço dos alimentos (15%) e as enchentes (11%) aparecem em terceiro e quarto lugares, respectivamente.

Segundo a pesquisa, 84% dos entrevistados afirmam que as prefeituras podem contribuir no combate às mudanças do clima.

A pesquisa Viver nas Cidades: Meio Ambiente e Mudanças Climáticas foi elaborada com apoio do Sesc/SP. Os questionários foram aplicados entre pessoas com 16 anos ou mais, com residência nas capitais contempladas havia pelo menos dois anos.

Viabilizado no âmbito do Programa Cidades Sustentáveis, conta com o cofinanciamento da União Europeia, como parte do Programa de fortalecimento da sociedade civil e dos governos locais para a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A iniciativa também resulta de colaboração com a Frente Nacional dos Prefeitos e Prefeitas (FNP) e a Estratégia ODS.


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