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Brasil

Comando Conjunto Harpia impõe prejuízo superior a R$ 1 bilhão ao crime organizado na Amazônia

A operação reuniu militares da Marinha do Brasil, do Exército Brasileiro e da Força Aérea Brasileira.

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O Comando Conjunto Harpia apresentou, na quinta-feira (14/05), o resultado da Operação Ágata Conjunta Amazônia 2026, que intensificou as ações de combate aos crimes transfronteiriços e ambientais na Amazônia, além de ampliar a assistência às populações indígenas e ribeirinhas em áreas remotas. Ao longo da operação, o prejuízo estimado às organizações criminosas chegou a mais de R$ 1 bilhão.

Sob coordenação do Ministério da Defesa, a operação reuniu militares da Marinha do Brasil, do Exército Brasileiro e da Força Aérea Brasileira, que se desdobraram em uma ampla área de operações.

Os militares atuaram de forma integrada com órgãos de segurança pública e fiscalização e de agências governamentais. Como resultado, foram apreendidas mais de 15 toneladas de drogas, foram neutralizadas 62 dragas utilizadas em garimpo ilegal, apreendidas 23 armas de fogo e mais de 3 mil munições, entre outros itens utilizados por organizações criminosas.

Durante a Operação Ágata Conjunta Amazônia 2026, as Forças Armadas brasileiras e peruanas realizaram uma operação espelhada, na qual os países atuaram simultaneamente e de forma coordenada na região da fronteira. Às margens do Rio Javari, foi realizada uma apreensão de, aproximadamente, 14 toneladas de maconha do tipo “skunk”, e em outra ação nessa mesma área foi encontrada 1 tonelada de maconha. Além disso, um laboratório de cocaína no território peruano foi desarticulado.

A operação também neutralizou 62 dragas e interrompeu as atividades de outras 83 utilizadas no garimpo ilegal na Amazônia. Somados aos demais resultados operacionais, os impactos ultrapassaram a marca de R$ 600 milhões em prejuízos ao garimpo ilegal e às organizações criminosas que atuam na região amazônica, enfraquecendo a logística, a capacidade financeira e a continuidade dessas atividades ilícitas.

Além das ações repressivas, a Operação Ágata Conjunta Amazônia 2026 promoveu assistência humanitária em mais de 30 comunidades indígenas e ribeirinhas do Estado do Amazonas. Foram realizados mais de 16 mil procedimentos de saúde, além da distribuição de 80 mil medicamentos e 1.500 kits odontológicos.

Em uma das ações de assistência, os militares realizaram o reparo do gerador que fornece energia elétrica para a comunidade indígena de Acariquara. O conserto permitiu a retomada do acesso à energia aos 189 moradores da comunidade, dos quais, um número considerável é composto de crianças, que estavam sem aulas devido à inoperância do equipamento.

Para o cumprimento das ações, foram mobilizados mais de 2,1 mil militares, além de 117 embarcações, 58 viaturas e 12 aeronaves.

Também participaram da operação mais de 100 agentes de órgãos de segurança pública e fiscalização, de agências governamentais e de forças armadas estrangeiras, como Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM), Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI), Guarda Civil Municipal de Tabatinga, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Instituto Municipal de Trânsito de Tabatinga (IMMT), Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), Polícia Federal (PF), Polícia Militar do Amazonas (PMAM), Receita Federal, Exército da Colômbia, Polícia Nacional Colombiana, Exército do Peru e Polícia Nacional Peruana. A atuação integrada entre as instituições ampliou a capacidade de resposta do Estado às ameaças e aos desafios logísticos e operacionais característicos da região amazônica.

Operação Ágata Amazônia

A Operação Ágata Conjunta Amazônia 2026 é coordenada pelo Ministério da Defesa e conduzida pelo Comando Conjunto Harpia, tendo como objetivo intensificar a presença do Estado na região amazônica e apoiar o combate aos crimes transfronteiriços e ambientais. As Forças Armadas atuam em conjunto com militares da Marinha do Brasil, do Exército Brasileiro e da Força Aérea Brasileira, com apoio de agências governamentais.

“Harpia”

O Comando Conjunto da Operação Ágata Amazônia 2026 foi denominado “Harpia” em alusão à ave de rapina símbolo da Amazônia, a Harpia (harpia harpyja), conhecida por sua força, precisão e domínio sobre o território em que atua. A escolha do nome reflete o propósito da operação de intensificar a vigilância e a proteção das fronteiras e dos recursos naturais, com atuação firme, estratégica e integrada das Forças Armadas. Assim como a Harpia exerce controle sobre o ambiente em que vive, o Comando Conjunto busca reafirmar a presença do Estado brasileiro na região amazônica, coibindo ilícitos e garantindo a soberania nacional com eficiência e profissionalismo.


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