Amazonas
Falta de áreas para novas indústrias trava expansão da Zona Franca de Manaus
Falta de galpões e terrenos ameaça instalação de 200 novas indústrias no PIM.
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A expansão do Polo Industrial de Manaus (PIM) enfrenta um entrave estrutural que ameaça comprometer o ritmo de crescimento da Zona Franca de Manaus (ZFM): a escassez de galpões industriai e de áreas regularizadas para a instalação de novas indústrias. Levantamento recente aponta que cerca de 200 empreendimentos aguardam condições adequadas para se instalar na capital amazonense.
O tema foi levado ao debate público pelo então superintendente da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Bosco Saraiva, que, antes de deixar o cargo, defendeu a revisão do Plano Diretor da cidade como medida indispensável para destravar o problema. Segundo ele, a ausência de áreas aptas à atividade industrial tem impedido a concretização de investimentos já aprovados.
Dados da Suframa indicam que o PIM reúne atualmente mais de 700 empresas com projetos ativos. A diferença entre esse número e o total de empresas efetivamente em operação decorre, em parte, do prazo de até 36 meses para implantação dos projetos, mas também evidencia a dificuldade de acesso a terrenos regularizados e com infraestrutura.
A questão fundiária, contudo, não é o único obstáculo. Representantes do setor produtivo apontam falhas na articulação entre os diferentes níveis de governo. Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antonio Silva, a expansão do modelo depende de maior coordenação institucional.
A avaliação é de que a ausência de uma ação integrada entre prefeitura, governo estadual e Suframa compromete o planejamento urbano e a oferta de infraestrutura básica, como acesso viário, energia e saneamento, que são elementos essenciais para a instalação de novos empreendimentos.
Entre as alternativas em discussão está a criação de corredores industriais ao longo das rodovias BR-174 e AM-010, áreas consideradas estratégicas do ponto de vista logístico. A viabilidade dessas regiões, no entanto, depende de investimentos públicos e da regularização das terras.
Outro ponto em análise é a atualização do Plano Diretor de Manaus, vista como condição necessária para redefinir o uso do solo urbano e ampliar a oferta de áreas destinadas à indústria.
A demora na solução do impasse acende um alerta entre empresários e autoridades locais. Há o receio de que projetos previstos para a ZFM sejam redirecionados para outras regiões do País, onde a disponibilidade de terrenos e a agilidade nos processos sejam maiores.
Responsável por parcela significativa da economia do Amazonas, o Polo Industrial de Manaus sustenta milhares de empregos diretos e indiretos. Sem a superação dos entraves fundiários e institucionais, especialistas avaliam que o modelo pode enfrentar limitações crescentes à sua expansão.
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