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Nobel iraniana Narges Mohammadi é condenada a mais de 7 anos de prisão

Governo do Irã intensifica repressão após protestos recentes.

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Narges Mohammadi está detida em um centro de detenção em Mashhad – Reprodução/Instagram @narges_mohamadi_51

A ativista iraniana e vencedora do Prêmio Nobel da Paz, Narges Mohammadi, que foi presa repetidas vezes ao longo de três décadas de luta pelos direitos das mulheres, foi condenada a uma nova pena de sete anos e meio de prisão, informou neste domingo (8) uma organização que a apoia.

Mohammadi, de 53 anos, estava em greve de fome por uma semana, encerrada no domingo, segundo comunicado da Fundação Narges. A entidade afirmou que Mohammadi contou a seu advogado, Mostafa Nili, em uma ligação telefônica feita da prisão no domingo, que havia recebido a sentença no sábado.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Teerã intensificou a repressão à dissidência durante quase três semanas de protestos antigovernamentais iniciados no fim de dezembro.

Mohammadi foi presa em 12 de dezembro após denunciar a morte suspeita do advogado Khosrow Alikordi. Na ocasião, o promotor Hasan Hematifar disse a jornalistas que ela fez declarações provocativas durante a cerimônia memorial de Alikordi, na cidade de Mashhad, no nordeste do país, e incentivou os presentes a “entoa­rem slogans que violam normas” e a “perturbarem a ordem pública”.

Mohammadi está detida em um centro de detenção em Mashhad.

“Após semanas de isolamento absoluto e de interrupção total de comunicação, ela finalmente conseguiu relatar sua situação em uma breve ligação telefônica com seu advogado”, declarou a fundação.

A sentença inclui seis anos de prisão por reunião e conluio contra a segurança nacional e um ano e meio por propaganda contra o governo. Ela também foi punida com dois anos de exílio interno na cidade de Khusf e uma proibição de viajar por dois anos.

Mohammadi venceu o Prêmio Nobel da Paz em 2023 enquanto estava presa por sua campanha em defesa dos direitos das mulheres e pela abolição da pena de morte no Irã.


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