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Vereador de Manaus diz que exonerou professor de jiu-jítsu que agrediu adolescente autista

Coronel Rosses afirmou, em nota, repudiar “veementemente” os atos de violência e informou que o servidor foi afastado imediatamente das funções.

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Ângelo Márcio Bezerra Carioca, que é professor de jiu-jítsu e foi flagrado por câmeras de vídeo agredindo um adolescente autista em uma rua do bairro Alvorada, zona centro-oeste de Manaus, era funcionário do gabinete do vereador Coronel Rosses (PL) e foi exonerado.

O vereador afirmou, em nota, repudiar “veementemente” os atos de violência e informou que o servidor foi afastado imediatamente das funções. Ângelo Márcio estava no cargo de assessor parlamentar comissionado de nível 1.

Câmeras de monitoramento registraram o momento em que o professor de jiu-jítsu desfere socos e tapas no adolescente até derrubá-lo. O ataque ocorreu na tarde de terça-feira (28/07) no Conjunto Ajuricaba.

O deputado federal Amom Mandel (Republicanos) confirmou que o adolescente tem TEA (Transtorno do Espectro Autista). Ele anunciou o encaminhamento das imagens ao Ministério Público.

Para o deputado, o fato de o agressor ser professor de artes marciais torna o episódio ainda mais grave. “Um adulto não pode usar sua superioridade física contra um adolescente, muito menos quando deveria ser responsável por ensinar disciplina e respeito”, afirmou.

Após a repercussão, Ângelo Márcio se pronunciou nas redes sociais. Segundo ele, a discussão começou quando tentou impedir o adolescente de agredir um animal de rua, e o vídeo divulgado mostraria apenas parte da ocorrência. Ele afirma que foi insultado e teve familiares ofendidos antes de reagir.

“Agi movido pela emoção e pelo coração. Não tenho orgulho dessa reação e peço desculpas por ter perdido o controle naquele momento”, declarou.

O professor disse ,ainda, não saber, no momento da abordagem, que o adolescente tinha autismo, e pediu a apresentação de laudo médico que comprove o diagnóstico. Ele afirmou estar à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.

A Polícia Civil do Amazonas informou que o 10º DIP (Distrito Integrado de Polícia) registrou um Boletim de Ocorrência para investigar o caso.


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