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Sinteam informa aumento nos afastamentos de funcionários da educação no Amazonas por transtornos mentais

Segundo o sindicato, o cenário do Amazonas acompanha e supera a tendência nacional.

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O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) informou que dados oficiais obtidos junto à Junta Médica Pericial do Estado revelam que os afastamentos de funcionários da rede estadual de educação por transtornos mentais e comportamentais saltaram de 2.321 casos em 2019 para 6.735 em 2025, um crescimento de 190% em seis anos. E que, na rede municipal de Manaus, os números seguem a mesma trajetória: alta de 136% no período de 2019 a 2024. Um ano antes da pandemia foram registrados 1.005 afastamentos e 2.372 em 2024.

Segundo o Sinteam, o cenário do Amazonas acompanha e supera a tendência nacional. Em 2024, o Ministério da Previdência Social registrou 472.328 afastamentos por saúde mental no Brasil, aumento de 68% em relação ao ano anterior e o maior número da última década.

“Somente em 2025, os diagnósticos mais frequentes entre os servidores da rede estadual foram ansiedade generalizada (1.095 casos), transtorno misto ansioso e depressivo (848), episódios depressivos (479), transtorno de pânico (223) e transtorno de adaptação (242). O tempo médio de afastamento por caso, segundo a Junta Médica Pericial, é de 60 dias”, informou o sindicato.

Para o Sinteam, os dados confirmam o impacto direto das condições de trabalho na saúde mental da categoria. “Salas superlotadas, ausência de profissionais de apoio para alunos neurodivergentes, jornadas exaustivas, descumprimento da Hora de Trabalho Pedagógico (HTP), cobrança por metas com prazos irreais e falta de valorização profissional estão entre os fatores responsáveis pelo adoecimento crescente”, cita.

O sindicato cobra das secretarias estadual e municipal de educação: implementação de programa permanente de saúde mental para trabalhadores da educação, com acompanhamento psicológico e psiquiátrico acessível e sem fila; regularização imediata e manutenção do pagamento do plano de saúde pelo Governo do Estado, sem interrupções; garantia de profissionais de apoio suficientes nas escolas, especialmente em turmas com alunos neurodivergentes; cumprimento efetivo da HTP e redução da sobrecarga administrativa; abertura de mesa de negociação específica sobre condições de trabalho e saúde da categoria.

“Estamos diante de um quadro de adoecimento coletivo que não pode mais ser ignorado. Os dados mostram que a situação piorou a cada ano. E piorou muito. Os professores estão pedindo socorro dentro das próprias salas de aula, que estão superlotadas. Aumentaram nossa carga horária, desrespeitando a justiça, mexeram na carga de várias disciplinas obrigando os professores a se deslocarem entre várias escolas e acumular muitas turmas e, consequentemente, mais trabalho. É descaso em cima de descaso,” disse a presidente do Sinteam, Ana Cristina Pereira Rodrigues,


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