Amazonas
Preço do aluguel residencial em Manaus cai 0,15% em maio, com variação acumulada no ano de 11,40%, aponta Índice FipeZap
O oretorno anual de um imóvel com base no valor de locação em relação ao seu preço de aquisição em Manaus ficou em 0,69% ao mês E 8,27% ao ano.
Casas para aluguel
O preço do aluguel residencial em Manaus caiu 0,15% em maio de 2026, com variação acumulada no ano de 11,40% e de 5,60% em 12 meses. O preço médio no mês ficou em R$ 53,25 por metro quadrado (m²). Os dados são do Índice FipeZap de locação residencial, divulgado nesta terça-feira (16/06).


O rental yield (indicador financeiro que mede o retorno anual de um imóvel com base no valor de locação em relação ao seu preço de aquisição) em Manaus ficou em 0,69% ao mês E 8,27% ao ano.
O preço do aluguel residencial no Brasil voltou a subir acima da inflação em maio. Enquanto os valores de locação avançaram 0,85% no período, a inflação oficial do país, medida pelo IPCA, foi de 0,58%. Já o IGP-M, tradicionalmente conhecido como o “índice do aluguel”, registrou alta semelhante, de 0,84%.
O aumento dos aluguéis também superou a valorização dos imóveis residenciais para venda, que ficou em 0,42% no mês.
Entre os diferentes perfis de imóveis, as unidades com dois dormitórios registraram a maior alta de preços em maio, com avanço de 1,09%. Já os imóveis com três dormitórios apresentaram queda de 0,16% no período.
Das 22 capitais monitoradas pelo levantamento, 15 registraram aumento nos preços de locação, sendo que oito tiveram alta superior à inflação do mês.
O maior avanço foi observado em Aracaju, onde os aluguéis subiram 3,57% apenas em maio — mais de quatro vezes a variação do IPCA no período. Na sequência aparecem Fortaleza, com alta de 3,06%, e Teresina, com avanço de 2,30%.
Na outra ponta, sete capitais registraram queda nos preços. As maiores retrações ocorreram em Vitória (-1,85%), Maceió (-0,25%) e Belém (-0,25%).
Avanço no preço do aluguel
Capital Variação do aluguel (%)
- Aracaju +3,57
- Fortaleza +3,06
- Teresina +2,30
- Brasília +1,98
- Curitiba +1,30
- João Pessoa +1,17
- Belo Horizonte +1,15
- Rio de Janeiro +1,03
- São Paulo +0,73
- Porto Alegre +0,43
- Recife +0,39
- Natal +0,29
- Cuiabá +0,25
- Campo Grande +0,24
- Salvador +0,22
- São Luís -0,04
- Goiânia -0,12
- Manaus -0,15
- Florianópolis -0,23
- Belém -0,25
- Maceió -0,25
- Vitória. -1,85
O panorama também segue o mesmo no acumulado entre janeiro e maio: a alta, de 4,40%, também superou a inflação do período, que foi de 3,20%. A capital sergipana também desponta as outras capitais com o maior avanço, de 15,24% nos primeiros cinco meses do ano, superando, inclusive, a taxa básica de juros da economia, a Selic, atualmente em 14,50% ao ano.
Para quem mora de aluguel, a alta acima da inflação significa perda de poder de compra, já que os custos com moradia avançam em ritmo superior ao aumento geral dos preços da economia. Isso faz com que o mesmo salário agora “renda” menos já que o aluguel toma conta de uma fatia maior do orçamento familiar.
Por exemplo: em Aracaju, o preço médio do metro quadrado anunciado para locação passou de R$ 35,36 para R$ 36,62. Na prática, um imóvel de 50 m² que, em média, era anunciado por R$ 1.768 em abril passou a custar cerca de R$ 1.831 em maio. Isso representa um aumento de aproximadamente R$ 63 por mês para o inquilino.
Mantido esse patamar pelos próximos 12 meses, a despesa adicional chegaria a cerca de R$ 756 ao ano. O cálculo, porém, é apenas ilustrativo e não considera futuros reajustes nos preços de locação.
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