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Anvisa liberou produção em fábrica da Ypê após testes feitos pela empresa
Recomendação para aqueles produtos produzidos antes de março ainda segue a mesma: não use e mantenha guardado; empresa mantém página para estorno.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou a comercialização dos produtos fabricados a partir de 1° de abril pela Ypê a partir da apresentação, pela própria empresa, de laudos laboratoriais satisfatórios feitos em laboratórios externos.
A agência afirmou ainda que a segunda inspeção, realizada no fim da última semana, concluiu pela adequação de procedimentos na linha de produção em Amparo (SP) — sem especificar quais — para a continuidade da fabricação dos produtos de higiene.
Apesar da inspeção de 7 de maio ter culminado na interrupção de comercialização dos produtos realizados até o fim de março, a Ypê conseguiu comprovar que aqueles produzidos de abril em diante estavam aptos para uso.
Ausência de contaminação
De acordo com o órgão, a ausência de contaminação em qualquer nível comprovada pelos laudos foi condição necessária para que todos os produtos produzidos a partir de abril fossem liberados para a comercialização.
“A decisão mais recente, de liberar parte dos produtos, considerou os laudos apresentados e as medidas de controle propostas pela empresa”, disse a Anvisa em resposta à reportagem nesta segunda-feira.
De acordo com o órgão, os produtos estão subsidiados “pelo plano de gerenciamento de risco e dos critérios técnicos de testagem e monitoramento propostos pela empresa e aprovados pela Anvisa”. O órgão não deu detalhes sobre as medidas.
Produtos ainda em testes
A Ypê segue realizando testes para os produtos que tiveram restrições pela vigilância sanitária para a comercialização, produzidos antes de março, a fim de tentar reverter a decisão tomada no início do mês passado. Em 7 de maio, a Anvisa recomendou a suspensão de comercialização e uso de 24 produtos líquidos produzidos na fábrica da marca no interior paulista, entre detergentes, lava roupas e desinfetantes.
A empresa espera que, diante de testes que possam comprovar a garantia sanitária destes produtos, a recomendação para o uso e retomada da comercialização possam voltar a acontecer.
A Anvisa afirmou que, enquanto os testes não ficam prontos, a empresa apresentou um plano de gerenciamento e mitigação dos riscos, que “contempla medidas de rastreabilidade, ações pós-mercado e testagem dos lotes em laboratórios credenciados”.
“Sabemos que essa situação traz transtornos, especialmente para consumidores, clientes e parceiros, e estamos trabalhando com prioridade para concluir essa etapa com responsabilidade e transparência”, diz a nota mais recente divulgada pela companhia de higiene. A Ypê orienta aos consumidores manter os produtos dos lotes afetados armazenados, e que também não sejam descartados.
A empresa ainda disponibiliza um portal onde, com um breve cadastro, é possível enviar fotos e dizer quais produtos podem ser alvo do estorno pela empresa. Há espaço para o preenchimento de uma chave Pix que, posteriormente, deve ser utilizada como método de reembolso. Recomendações para devolução são dadas pelo e-mail cadastrado na página.
Questionada sobre quantas devoluções a empresa já aceitou, a Ypê não respondeu. A empresa também não detalhou as medidas realizadas pela fábrica para adequação às exigências da Anvisa.
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