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Sem acordo entre partidos, Espanha terá novas eleições nacionais

Estas serão as segundas eleições espanholas em prazo de sete meses.

Após o término de consultas com os quatro principais partidos espanhóis, o Rei da Espanha, Felipe VI, anunciou nesta terça-feira (17) que o país terá novas eleições legislativas para o dia 10 de novembro por não haver apoio necessário a nenhum candidato.

“Não existe um candidato que conte com os apoios necessários para ser investido como primeiro-ministro pelo Congresso dos Deputados”, destacou Felipe VI.

Estas serão as segundas eleições espanholas em prazo de sete meses. Desde sua vitória nas eleições do dia 28 de abril, o primeiro-ministro interino Pedro Sánchez, líder do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), tenta formar uma coalizão para se consolidar no posto. O PSOE elegeu apenas 123 representantes na Câmara espanhola – 53 cadeiras a menos do que precisava para assegurar um governo próprio.

Os partidos, portanto, disporiam de uma margem entre quarta e quinta-feira para fechar um acordo no limite, comunicar ao Rei que o candidato conta com os apoios e convocar um debate de investidura, que ocorreria entre a sexta-feira e a segunda, 23 de setembro. Seguindo o artigo 99 da Constituição, na primeira votação, que ocorreria no sábado, o candidato necessitaria de maioria absoluta. Se não a obtiver, teria uma última chance 48 horas depois, na segunda-feira, em que só precisaria de maioria simples – mais votos a favor do que contra.

Caso não haja um acordo que sustente essa possibilidade no limite, à meia-noite de segunda para terça-feira a XIII Legislatura estaria morta. Esta seria a segunda vez em três anos que o Rei se veria obrigado a convocar eleições diante do fracasso da política. O pleito na Espanha ocorreria 47 dias depois da publicação da dissolução das Cortes, o que jogaria a eleição para 10 de novembro.

Sánchez tentou incessantemente formar uma coalizão com outros coligações de esquerda, em especial com o Unidas Podemos, mas acabou por se conformar com o anúncio do rei Felipe. “Eu tentei por todos os meios, mas eles (os outros partidos de esquerda) tornaram isso impossível para mim”, desabafou o primeiro-ministro nesta terça-feira.

Pesquisas eleitorais sugerem que nenhuma das formações alcançaria sozinha os votos necessários para a maioria absoluta. Desde as últimas eleições passaram-se exatos 142 dias (à exceção de todo o mês de agosto, quando os políticos se deram férias de verão) para que tentassem formar um governo.

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