Mundo
Pesquisa mostra que 60,1% dos latino-americanos aprovam ação dos EUA contra Maduro
Segundo Atlas/Intel, 34,9% discordaram do ataque que culminou na captura do então presidente da Venezuela; no Brasil, 58% aprovaram a ofensiva.
Uma pesquisa Atlas/Intel feita entre os latino-americanos mostrou que 60,1% dos entrevistados aprovaram a operação militar dos Estados Unidos que culminou na captura do então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro (PSUV, esquerda). Outros 34,9% disseram desaprovar a ação, enquanto 5% responderam não saber.
No levantamento restrito aos venezuelanos, há uma diferença considerável de avaliação entre os residentes do país e aqueles que deixaram o país. Entre venezuelanos (dado geral):
aprovam a ação dos EUA – 57,7%;
desaprovam a ação dos EUA – 20,9%;
não sabem – 21,4%.
Entre venezuelanos que vivem no país:
aprovam a ação dos EUA – 46,7%;
desaprovam a ação dos EUA – 25,4%;
não sabem – 27,9%.
Entre venezuelanos que deixaram o país:
aprovam a ação dos EUA – 90,8%;
desaprovam a ação dos EUA – 6,3%;
não sabem – 2,9%

A pesquisa Atlas/Intel entrevistou por recrutamento digital aleatório 11.285 pessoas de 5 a 11 de janeiro de 2026. Entre os entrevistados, 1.539 estavam na Venezuela e 9.747 em outras localidades –o que inclui latino-americanos de outros países e aqueles que vivem nos EUA e no Canadá. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos na Venezuela e de 1 ponto percentual para mais ou para menos nas demais localidades. O nível de confiança é de 95%. Leia a íntegra do levantamento (PDF – 10 MB).
AVALIAÇÃO NO BRASIL
No Brasil, a maioria também tem uma avaliação positiva da operação ordenada por Donald Trump (Partido Republicano). De acordo com a pesquisa, 58% dos entrevistados aprovaram a ação, enquanto 41% desaprovaram. Só 1% das pessoas no Brasil disseram não saber.
A pesquisa também buscou ouvir a opinião de pessoas na região do Caribe e da América Central, na Colômbia, na Argentina, no Chile e no México. Peru, Equador e Bolívia foram agrupados em um mesmo conjunto de países, assim como o Paraguai e o Uruguai. Foram entrevistados também latino-americanos que vivem nos EUA e no Canadá. Leia as avaliações em cada um desses países ou regiões:

POSIÇÃO DO GOVERNO O governo brasileiro criticou o ataque norte-americano, considerando-o uma violação da soberania venezuelana. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou em 3 de janeiro, dia da operação, que os bombardeios norte-americanos e a captura de Maduro ultrapassavam “uma linha inaceitável”.
O levantamento perguntou aos entrevistados sua opinião sobre o posicionamento de seus governos. Entre os brasileiros, a maioria (57%) discordou da posição das autoridades do país. Segundo o levantamento, 42% concordaram e 2% disseram não saber.
Veja como se posicionaram as pessoas em outros países em relação aos seus governos:

DEMOCRACIA E SOBERANIA NA VENEZUELA
A Atlas/Intel questionou os entrevistados se achavam que a operação norte-americana contribuiria para restabelecer a democracia na Venezuela.
A maior parte das respostas (54,9%) foi otimista, afirmando que vai contribuir, enquanto 29,2% responderam que não vai contribuir. 8,3% dos entrevistados disseram que a Venezuela já é uma democracia e 7,6% declararam não saber responder.

A pesquisa também fez a seguinte pergunta aos entrevistados: “Vários governos e líderes internacionais consideraram a intervenção dos EUA uma violação da soberania da Venezuela. Você concorda ou discorda desta posição?”.
Ao que 45,4% escolheram a opção: “Discordo, porque a afirmação da soberania da Venezuela passa, em 1º lugar, pela derrubada do regime ditatorial que usurpou o poder”; e 37,8% responderam: “Concordo, porque qualquer violação da soberania de um país deve ser condenada”.
Outros 11,7% disseram: “Discordo, porque neste caso os Estados Unidos não violaram a soberania da Venezuela” e 5,1% declararam não saber.
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