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María Corina Machado entrega sua medalha do Nobel da Paz para Trump
Trump expressou sua gratidão em uma publicação nas redes sociais, dizendo que receber o prêmio foi “um gesto maravilhoso de respeito mútuo”.
A líder da oposição venezuelana María Corina Machado disse a repórteres que entregou a medalha de seu prêmio Nobel da Paz ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em uma reunião privada na Casa Branca nesta quinta-feira (15/1).
“Eu acho que hoje é um dia histórico para nós, venezuelanos”, afirmou a venezuelana após a reunião, a primeira vez em que os dois se encontraram pessoalmente.
Machado recebeu o Nobel da Paz em 2025.
O encontro entre os dois aconteceu semanas depois de as forças americanas prenderem o líder venezuelano Nicolás Maduro em Caracas e o acusarem de tráfico de drogas.
Trump expressou sua gratidão em uma publicação nas redes sociais, dizendo que receber o prêmio foi “um gesto maravilhoso de respeito mútuo”.
Mas o presidente dos EUA não apoiou Machado — cujo grupo político afirmou ter vencido as eleições amplamente contestadas de 2024 na Venezuela — como nova presidente do país sul-americano.
Em vez disso, ele está dialogando com a presidente interina do país, Delcy Rodríguez, ex-vice-presidente de Maduro.
Mas ele disse que conhecer Machado foi uma “grande honra”, chamando-a de “uma mulher maravilhosa que passou por tanta coisa”.
Depois de deixar a Casa Branca, Machado falou com apoiadores reunidos nos portões do lado de fora, dizendo, em espanhol, segundo a Associated Press: “Nós podemos contar com o presidente Trump”.
“Eu entreguei ao presidente dos Estados Unidos a medalha do prêmio Nobel da Paz”, disse mais tarde a jornalistas em inglês, chamando o gesto de um reconhecimento do “compromisso único” de Trump com a liberdade dos venezuelanos.
O presidente americano, que com frequência fala sobre seu desejo de receber o Nobel da Paz, expressou insatisfação no ano passado quando a premiação foi concedida a Machado.
Machado disse na semana passada que dividiria a medalha com Trump, mas o comitê do Nobel esclareceu, posteriormente, que o prêmio era intransferível.
“Uma vez que o Prêmio Nobel é anunciado, ele não pode ser revogado, dividido ou transferido para outros”, afirmou o comitê em um comunicado na última semana.
“A decisão final é definitiva.”
Questionado pela BBC sobre as declarações de Machado, o comitê manteve sua declaração anterior.
Antes da reunião na Casa Branca na quinta-feira, o Centro Nobel da Paz publicou na rede social X que “uma medalha pode mudar de dono, mas o título de laureado com o Prêmio Nobel da Paz não”.
Machado descreveu como o Marquês de Lafayette, que lutou na Guerra da Independência Americana, presenteou Simón Bolívar, um dos pais fundadores da Venezuela moderna, com uma medalha com a efígie de George Washington.
O presente foi “um sinal da irmandade” entre seu país e os EUA “em sua luta pela liberdade contra a tirania”, disse Machado.
“E, 200 anos depois, o povo de Bolívar devolve ao herdeiro de Washington uma medalha, neste caso, a medalha do Prêmio Nobel da Paz, como reconhecimento por seu compromisso único com a nossa liberdade.”
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