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Marco Rubio diz que Brasil não é um país amigável aos EUA, assim como Cuba e Venezuela
A declaração sucede o anúncio de que os EUA querem taxar produtos brasileiros em 25% alegando a existência de prática que considera desleais no comércio
Reprodução/Senado dos EUA
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, citou o Brasil como parte do grupo de países “não amigáveis” ao governo americano durante fala em audiência no Comitê de Relações Exteriores do Senado nesta terça-feira (2).
Rubio abordava as ações que a Casa Branca de Donald Trump tem tomado para recuperar a hegemonia americana no hemisfério ocidental após “20 anos de negligência” na política externa para a América Latina, mas disse que o Brasil, assim como Cuba, Nicarágua, Venezuela e Colômbia, não tem sido um dos alinhados à visão do governo Donald Trump para o continente.
“Agora temos nesse hemisfério uma coalizão de países amigáveis – mais de 12 – que se alinharam para trabalhar não só em questões de segurança que todos temos em comum, mas também na prosperidade econômica, que vai de mãos dadas. É uma história incrível que, basicamente excluindo Nicarágua, Cuba e Venezuela – que continua com alguns desafios- e claro, também o Brasil, embora esteja no meio de um ciclo eleitoral, e de certa maneira o governo atual na Colômbia, pelo menos o presidente tem sido problemático – agora é uma região cheia de aliados americanos, líderes amigáveis aos EUA e uma direção amigável aos EUA”, afirmou.
A declaração sucede o anúncio de que os EUA querem taxar produtos brasileiros em 25% alegando a existência de prática que considera desleais no comércio, incluindo o sistema de pagamentos Pix.
A penalidade decorre de uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que afirmou que determinadas políticas e práticas brasileiras são “irracionais” e tanto “oneram” quando “restringem” o comércio norte-americano. O Brasil ainda pode recorrer. Café, carne bovina e frutas estão entre os produtos isentos da sobretaxa.
O secretário de Estado alegou que a América Latina ficou suscetível a influências conflitantes ao interesse dos EUA nas últimas duas décadas, como a da China, o que demanda um esforço para recuperar o terreno perdido e “operacionalizar” as alianças locais em prol da estratégia geopolítica de Trump para a América Latina.
“Agora, obviamente, temos que operacionalizar isso em ação após 20 anos de negligência em que a China e outras potências globais se intrometeram em nosso hemisfério ocidental em detrimento não só dos interesses nacionais americanos, mas em detrimento da nossa visão sobre as pessoas desses países também”, afirmou.
Rubio presta sabatina ao Congresso nesta terça (2) pela primeira vez desde o início da guerra no Irã, no fim de fevereiro.
O secretário faz parte da ala dura do trumpismo e tem relação de proximidade com a família Bolsonaro. Ele esteve presente no encontro entre Trump, Flávio (PL-RJ) e Eduardo Bolsonaro. A ameaça de novo tarifaço contra o Brasil surgiu após a reunião. Flávio e Eduado negam ter influenciado a decisão de impor tarifas sobre o comércio brasileiro.
As informações são do SBT News
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