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Fed corta a taxa de juros nos EUA pela segunda vez no ano

Em julho, o banco central norte-americano já havia reduzido a taxa em 0,25 ponto percentual, no primeiro corte desde 2008.

O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, informou nesta quarta-feira (18) que decidiu cortar as taxas de juros no país em 0,25 ponto percentual, para o intervalo entre 1,75% e 2%.

No comunicado desta quarta, o Fed cita entre as justificativas para a decisão as perspectivas para o desenvolvimento da economia global e a fraqueza de pressões inflacionárias, embora tenha apontado que a economia norte-americana siga crescendo em um ritmo “moderado” e o mercado de trabalho “permaneça forte”.

A redução confirma a expectativa do mercado, e se alinha ao movimento de estímulos dos bancos centrais de diversos países em meio aos receios sobre o crescimento da economia global. A decisão acontece em meio a preocupações sobre os impactos da guerra comercial entre Estados Unidos e China sobre outros países, por exemplo.

Foi o segundo corte dos juros norte-americanos neste ano. Em julho, o Fed já havia reduzido a taxa em 0,25 ponto percentual, no primeiro corte desde 2008.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem se manifestado em defesa da necessidade de cortes na taxa de juros no país.

A decisão do Fed impacta os mercados no mundo todo. No Brasil, influenciou os negócios na bolsa de São Paulo, a B3, e o mercado de câmbio. Agora, investidores aguardam sinais sobre os próximos passos. A mediana das projeções mostra que a expectativa é de que os juros fiquem dentro do novo intervalo para a meta até 2020. No entanto, em um sinal de divisões em curso no Fed, sete dos 17 formuladores de política monetária projetaram mais um corte de 0,25 ponto percentual no juro básico até o fim de 2019, destaca a Reuters.

Intervenção no mercado

O anúncio de redução de juros ocorre horas depois de o Fed de Nova York intervir pelo segundo dia consecutivo no mercado para evitar um forte aumento nos empréstimos de curto prazo para bancos e empresas.

O Fed injetou US$ 75 bilhões ao recomprar ativos de um dia contra pedidos de pouco mais de US$ 80 bilhões.

Na terça-feira, o Fed nova-iorquino gastou US$ 53 bilhões para aumentar a liquidez do mercado monetário. É a primeira vez desde a crise financeira de 2008 que o Fed de Nova York intervém nos mercados.

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