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Ex-primeira-dama da Coreia do Sul é condenada à prisão por suborno

Kim Keon Hee estava detida desde agosto, enquanto era investigada por uma equipe liderada por um promotor especial.

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Um tribunal da Coreia do Sul condenou nesta quarta-feira (28) a ex-primeira-dama do país, Kim Keon Hee, a um ano e oito meses de prisão, após considerá-la culpada de aceitar bolsas Chanel e um pingente de diamantes de membros da Igreja da Unificação em troca de favores políticos.

O tribunal absolveu Kim, esposa do ex-presidente Yoon Suk Yeol, destituído do cargo no ano passado, das acusações de manipulação do preço das ações e violação da lei de financiamento político.

Segundo relatos da mídia, a promotoria recorrerá das duas absolvições.

A decisão, que também pode ser contestada pela ex-primeira-dama, surge em meio a uma série de julgamentos decorrentes de investigações sobre a breve imposição da lei marcial por Yoon em 2024 e escândalos relacionados envolvendo o outrora poderoso casal.

O cargo de primeira-dama não confere nenhum poder formal que permita a intervenção em assuntos de Estado, mas ela é uma figura simbólica que representa o país, afirmou o juiz principal de um colegiado de três ministros.

“Uma pessoa que ocupou tal posição pode não ser sempre um modelo a ser seguido, mas não deve ser um mau exemplo para o público”, declarou ele na sentença.

O tribunal ordenou que ela pagasse uma multa de 12,8 milhões de won (cerca de R$ 46.497) e determinou a confiscação do colar de diamantes. Kim estava detida desde agosto, enquanto era investigada por uma equipe liderada por um promotor especial.

Os promotores haviam pedido 15 anos de prisão e multas de 2,9 bilhões de won por todas as acusações que ela enfrentava.

O tribunal absolveu Kim das acusações de manipulação de preços de ações e violação das leis de financiamento político.

Ela negou todas as acusações. Seu advogado disse que a equipe analisaria a sentença e decidiria se recorreria da condenação por suborno.

Kim, vestindo um terno escuro e máscara facial, foi escoltada por guardas até o tribunal no Distrito Central de Seul e permaneceu sentada em silêncio enquanto o veredicto era lido.

Apoiadores de Yoon e Kim, que enfrentaram o frio intenso do lado de fora do complexo do tribunal, comemoraram após a absolvição em duas das acusações.

A Igreja da Unificação afirmou que os presentes foram entregues a ela sem que esperassem nada em troca. Sua líder, Han Hak-ja, que também está sendo julgada, negou ter ordenado que a igreja subornasse Kim.

Intermediário político

A ex-primeira-dama já era alvo de intensa atenção pública mesmo antes da eleição de seu marido para a presidência em 2022, devido a questionamentos sobre seu histórico acadêmico e à persistente suspeita de que ela estaria envolvida há tempos na manipulação de preços de ações.

Sua suposta associação com um intermediário político e uma pessoa conhecida como xamã também gerou críticas públicas, com o receio de que ambos estivessem exercendo influência indevida sobre o ex-casal presidencial.

Yoon, deposto do poder em abril passado, também enfrenta oito julgamentos por acusações que incluem insurreição, após sua tentativa fracassada de impor a lei marcial em dezembro de 2024.

Ele recorreu da sentença de cinco anos de prisão que lhe foi imposta este mês por obstruir tentativas de prisão após o decreto de lei marcial.

Em um julgamento separado neste mês, os promotores pediram a pena de morte para Yoon sob a acusação de arquitetar uma insurreição. O tribunal se pronunciará sobre o caso em 19 de fevereiro.

Yoon argumentou que estava dentro de seus poderes como presidente declarar a lei marcial e que a ação visava alertar sobre a obstrução do governo por partidos de oposição.


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