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EUA indicam que Pix não é alvo de sanções contra PCC e CV

Porta-voz do Departamento de Estado diz que medidas serão direcionadas a indivíduos e empresas que prestem apoio material aos grupos; governo brasileiro temia impacto sobre o sistema de pagamentos

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A porta-voz em língua portuguesa do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Amanda Roberson, indicou que o Pix não está no foco inicial da implementação das sanções decorrentes da classificação do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do CV (Comando Vermelho) como organizações “terroristas” estrangeiras.

Em entrevista ao Poder360 concedida na 2ª feira (1º.jun.2026), Amanda afirmou que as medidas serão direcionadas a pessoas e entidades que prestem apoio material aos grupos e ressaltou a importância da intencionalidade para eventual responsabilização.

“As designações agora vão entrar na fase de implementação. Impossível imaginar ou saber o que poderia acontecer com casos individuais, mas sabemos que o setor financeiro brasileiro é, de modo geral, bem sofisticado e compreende suas responsabilidades para cumprir com a legislação americana”, disse a porta-voz.  Amanda afastou, igualmente, a hipótese de intervenção militar. Disse que a classificação não concede ao governo norte-americano esse tipo de poder.  “A lei americana das designações é muito clara: não contempla nenhum tipo de ação militar. É o departamento de guerra que tem responsabilidade para ações militares no mundo. Essas designações têm como os seus princípios as suas consequências, restrições de vistos e também restrições financeiras para bloquear as atividades e o apoio aos grupos criminosos”, disse.

 

Com informações do Poder360


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