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Censura de livros em bibliotecas e escolas nos EUA provoca comoção nas redes

Só em 2025, cinco mil livros foram retirados das bibliotecas no país; em escolas públicas, número chega a quase sete mil.

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Foram pelo menos 11 mil livros banidos nos Estados Unidos em 2025: entre banimentos de escolas públicas e por governadores de estados inteiros, o país vem vivendo uma verdadeira onda de censura de livros considerados “subversivos”.

A maioria destes trata de assuntos como racismo, homofobia e outros preconceitos. E nem a Bíblia escapou. Segundo reportagem do Deutsche Welle, livreiros afirmam que 40% dos livros banidos abordam experiências da comunidade LGBTQ+ e de pessoas não brancas.

Nas redes, brasileiros reagiram à informação fazendo referências a distopias como 1984 e Fahrenheit 451º — essa, última, em que livros não só são queimados, mas vistos pela sociedade como coisas de “loucos”.

‘Marca registrada do facismo’

Entre discussões e falas, alguns comentários se destacam: uma usuária disse no X: “Proibir livros é marca registrada do fascismo”; outra cita o presidente do país: “Mas o Trump não é ditador segundo a imprensa”.

Donald Trump, na maioria dos casos, tem ação indireta: a decisão é tomada, principalmente, por governadores e distritos escolares de forma autônoma.

“É muito contorcionismo para não traçar o paralelo óbvio com a Alemanha ‘39”, diz outro usuário no Instagram, fazendo refêrencia à campanha de queima de livros promovida pelo partido nazista durante o terceiro recich.

‘Leia livros banidos’

Nas redes, americanos — em maioria jovens — vêm promovendo a hashtag #LeiaLivrosBanidos (#ReadBannedBooks”), numa forma de incentivar a leitura de obras banidas que, em sua maioria, falam da experiência de minorias ou assuntos considerados “tabu” por parcelas conservadoras da sociedade americana.

Os livros banidos vão, por exemplo, muito além da luta LBGTQ+ e contra o racismo: de acordo a pesquisa da PEN America, 48% dos títulos banidos envolvem o processo de luto e morte; outros 39% lidam com empoderamento e autoestima.

No Twitter, usuários compartilham imagens como a de um gato bibliotecário com os dizeres: “Bibliotecários são os generais na guerra contra a ignorância”: “Junte-se aos banidos!”, diz o perfil.

Outros explicam o argumento: “Quando um livro é proibido, isso está te contando sobre o tipo de pensamento que foi proibido, não sobre o livro”, afirma.


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