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Brasileira é condenada na Irlanda a três anos de prisão por comandar rede de prostituição que explorava jovens

De acordo com a polícia, Bruna da Silveira ajudou a gerir uma quadrilha de bordéis em Dublin; autoridades locais dizem que ela lucrou 737 mil euros com o esquema.

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A brasileira Bruna da Silveira, de 26 anos, foi condenada pela Justiça irlandesa a três anos de prisão, nesta sexta-feira (31), por fazer parte da gestão de uma organização criminosa que mantinha bordéis em Dublim. A mulher foi apontada de ter 737 mil euros (equivalente a R$ 4,3 milhões na cotação atual) em rendimentos da prostituição, que passaram por suas três contas bancárias na Irlanda e no Brasil, entre 2024 e 2025, segundo o Tribunal Criminal do Circuito de Dublin. A maior parte dos recursos teria sido usada para comprar bens no país.

De acordo com o jornal The Irish Times, Bruna morava na Reilly’s Avenue, localizada no distrito postal Dublin 8, e teria admitido a participação na rede criminosa. Segundo as investigações, cerca de 30 jovens e adolescentes trabalhadoras sexuais brasileiras foram identificadas. Elas haviam sido levadas para a Irlanda para trabalhar como acompanhantes.

Bruna chegou à Irlanda em julho de 2024, com um visto de estudante e, além de atuar como profissional do sexo, passou a exercer funções administrativas dentro da organização. Ela tinha um relacionamento com o chefe do grupo, que chegou ao país com ela e foi investigado pela Polícia Irlandesa, Europol e Interpol. Três homens são julgados na Irlanda e outros respondem a processos no Brasil.

Uma testemunha, que trabalhava 15 horas por dia e 16 horas nos fins de semana, contou à polícia local sobre o envolvimento de Bruna e o namorado que, segundo ela, era intimidador e a havia feito ameaças de morte. De acordo com ela, as mulheres recebiam metade do dinheiro que era dado nos trabalhos, mas tinham que pagar o aluguel dos imóveis temporários usados ​​como bordéis, geralmente feitos por meio de plataformas como Airbnb e Booking.com, segundo o The Irish Times.

Segundo o Tribunal, Bruna cooperou com a polícia no momento da prisão e não tinha antecedentes criminais. A juíza Elma Sheahan, que proferiu a sentença na sexta-feira, pontuou que a brasileira lucrou com o relacionamento com o chefe da organização criminosa por meio de “presentes recebidos e dinheiro enviado para sua família no Brasil” e afirmou que a quadrilha estava envolvida no “abuso de mulheres jovens e vulneráveis” que eram obrigadas a trabalhar em “condições terríveis”.

Bruna está trabalhando em uma cozinha e frequentando a escola enquanto está sob custódia. A defesa de Bruna, representada pelo advogado Michael Lynn, afirmou que ela era uma “jovem vulnerável” de pouco mais de 20 anos quando iniciou um relacionamento com o chefe do grupo criminoso, o que “a levou por esse caminho desastroso”, além de pontuar que o ex-parceiro da brasileira é “um homem intimidador” e “controlador”.

O advogado também afirmou que Bruna vem de uma família muito pobre no Brasil e ganhava dinheiro como garota de programa para enviar para os familiares. Lynn destacou que a brasileira está vivendo uma “existência solitária” na prisão, pois fala pouco inglês e não tem família no país.


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