Manaus
Rodoviários de Manaus ampliam pauta e mantêm greve geral mesmo se salários forem pagos
O sindicato também cobra a extensão do auxílio-creche de R$ 300, hoje restrito às mulheres, para todos os pais trabalhadores da categoria
A paralisação total do transporte coletivo em Manaus ganhou novos desdobramentos após o pronunciamento do presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários, Givancir Oliveira. Em tom de forte indignação, o líder sindical sinalizou que o retorno dos ônibus não depende apenas da quitação dos salários atrasados e apresentou uma lista de novas exigências que devem ser negociadas com as empresas e a Prefeitura.
Entre as principais reivindicações da categoria estão o fim do banco de horas para feriados — exigindo o pagamento em dinheiro das horas extras —, a reforma urgente de todos os terminais de integração da capital, classificados por Oliveira como “insalubres”, e a substituição do cartão de gratificação dos motoristas que acumulam a função de cobrador por pagamento em espécie. O sindicato também cobra a extensão do auxílio-creche de R$ 300, hoje restrito às mulheres, para todos os pais trabalhadores da categoria.
O movimento conta com o apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT), representada por Valdemir Santana, e do vereador Jaildo Oliveira. “A greve vai continuar por tempo indeterminado até que nos convoquem para uma reunião transparente com a presença da imprensa”, declarou o presidente do sindicato.
Givancir Oliveira também protestou duramente contra o que chamou de disparidade nas punições aplicadas pela Justiça do Trabalho. Ele criticou a decisão que estipulou multa diária de R$ 5 mil para as concessionárias que atrasam os vencimentos, considerando o valor irrisório.
O líder sindical previu que a Justiça emitirá uma liminar para barrar o movimento dos trabalhadores sob penas muito mais severas. “Para os patrões, a multa é de R$ 5 mil por dia de atraso. Mas eu aposto que daqui a pouco o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) vai mandar suspender a greve multando o trabalhador em R$ 100 mil por hora. Isso é uma zombaria”, desabafou.
Apesar de pedir desculpas à população de Manaus pelos transtornos causados pelo bloqueio da frota, a liderança reforçou que o sindicato está aberto ao diálogo, mas mantém a paralisação irredutível até que as propostas sejam formalmente discutidas.
Com informações do Portal do Holanda
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