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Economia

Taxa de desemprego aumenta em janeiro, mas é a menor da história para o mês, aponta IBGE

Na comparação com o trimestre finalizado em outubro (5,4%), a taxa equivale a uma estabilidade.

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Após figurar no menor patamar da história desde junho do ano passado, a taxa de desemprego do Brasil voltou a subir e fechou o trimestre até janeiro em 5,4%, segundo dados divulgados hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Apesar da alta na comparação com o resultado de dezembro (5,1%), o percentual é o menor registrado para o mês desde o início da série histórica da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), em 2012.

Como ficou o desemprego

O valor apurado entre novembro de 2025 e janeiro de 2026 é 0,3 ponto percentual superior ao registrado em dezembro (5,1%), quando o contingente de desempregados foi o menor de toda a série histórica da Pnad. Na comparação com o trimestre finalizado em outubro (5,4%), a taxa equivale a uma estabilidade.

Percentual é o menor da história para o mês. Mesmo com a oscilação positiva, o volume de desempregados é o menor para meses de janeiro desde 2012. A menor taxa anterior para o período, de 6,5%, havia sido registrada duas vezes, nos anos de 2014 e 2025.

Cerca de 5,85 milhões procuram emprego no Brasil. O total também representa um aumento após o menor patamar da série histórica registrado em dezembro, quando 5,5 milhões de trabalhadores buscavam por trabalho. Em janeiro do ano passado, 7,06 milhões tentavam uma colocação profissional, representando uma redução de 17,1% na comparação anual.

Desemprego cresce no início de todos os anos. A tendência confirma o cenário observado pelo IBGE com a elevação do volume de pessoas que buscam, sem sucesso, uma colocação ao longo dos primeiros meses de cada ano. O movimento se deve ao fim dos contratos de trabalho temporário e desligamentos nas áreas da administração pública, saúde e educação.

“Embora a entrada do mês de janeiro tenda a reduzir o contingente de trabalhadores, muitas vezes devido à dispensa de temporários, os efeitos favoráveis de novembro e dezembro reduziram o impacto desse movimento sazonal”, diz Adriana Beriguy, coordenadora da Pnad.

População ocupada soma 102,7 milhões de pessoas. Ainda que o valor seja o maior de toda a série para os trimestres encerrados em janeiro, ele corresponde a uma leve queda na comparação com os trimestres finalizados em dezembro (103 milhões). No mesmo período do ano passado, eram 101 milhões de ocupados no país.

Formalidade

Taxa de informalidade recua ao menor nível desde 2020. A proporção de trabalhadores informais na população ocupada foi de 37,5% em janeiro e equivale a 38,5 milhões de profissionais sem carteira assinada. No trimestre móvel anterior, finalizado em outubro, o percentual estava em 37,8% e no mesmo trimestre de 2024 era de 38,4%.

Número de empregados com carteira assinada foi de 39,4 milhões. O volume dos funcionários formais no setor privado representa uma estabilidade no trimestre e alta de 2,1% (mais 800 mil pessoas) no ano. Por outro lado, o total de trabalhadores sem carteira no setor privado (13,4 milhões) ficou estável no trimestre e no ano.

Já os trabalhadores por conta própria somam 26,2 milhões. O saldo é 3,7% no ano (mais 927 mil pessoas) superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Em relação ao número de trabalhadores domésticos (5,5 milhões), houve estabilidade no trimestre e redução de 4,5% em um ano (menos 257 mil pessoas).

O que é a Pnad Contínua

Divulgado desde 2012, o estudo do IBGE abrange todo o território nacional. Em suas coletas, a pesquisa avalia indicadores relacionados à força de trabalho entre a população com 14 anos ou mais. O grupo é aquele que integra a população economicamente ativa do país.

Os indicadores utilizam as informações dos últimos três meses para a pesquisa. Assim, os dados produzidos mensalmente pela Pnad não refletem a situação de cada mês, mas o desempenho de cada trimestre móvel do ano. Os números atuais mostram como foi o mercado de trabalho nos meses de novembro e dezembro de 2025 e janeiro de 2026.

Taxa de desemprego é formada por quem está procurando emprego. O grupo é caracterizado por pessoas de dentro da força de trabalho que não estão trabalhando, mas estão disponíveis e tentam encontrar ocupação. O método utilizado pelo IBGE exclui do cálculo todos que estão fora da força de trabalho, como um estudante universitário que dedica seu tempo somente aos estudos ou uma dona de casa que não trabalha fora.


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