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Economia

Reajustes de mensalidades escolares e de tarifas de ônibus pressionam inflação, que sobe 0,70% em fevereiro

Número veio acima do esperado por analistas de mercado e representa a maior alta em um IPCA desde fevereiro de 2025.

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A inflação subiu 0,70% em fevereiro, após alta de 0,33% em janeiro. O avanço foi puxado pelo reajuste das mensalidades escolares, que costumam acontecer sazonalmente nessa época do ano, além dos reajustes em tarifas de ônibus. Os dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira, vieram acima do esperado por analistas de mercado, que projetavam 0,63%, segundo mediana calculada pelo Valor Data.

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O grupo da educação teve alta de 5,21%, de forma que correspondeu, sozinho, por 44% do índice do mês de fevereiro, com avanço maior que o de 4,70% observado em 2025. Confira as altas nas mensalidades de cada segmento:

Ensino médio (8,19%)
Ensino fundamental (8,11%)
Pré-escola (7,48%)
Cursos regulares (6,20%)

Outro grupo que pressionou a alta no mês foi o de transportes (0,74%), com aumento dos preços das tarifas de ônibus, que tiveram os seguintes reajustes este mês:

20% em Fortaleza, a partir de 1º de janeiro.
8,7% em Belo Horizonte, a partir de 1º de janeiro.
6,38% no Rio de Janeiro, a partir de 04 de janeiro.
5,36% em Salvador, a partir de 05 de janeiro.
6% em São Paulo, a partir de 06 de janeiro.
4,16% em Vitória, a partir de 12 de janeiro.
4,46% em Recife, a partir de 1º de fevereiro.
6% em Porto Alegre, a partir de 19 de fevereiro.

Também no grupo de transportes, a passagem aérea se destacou, com aumento de 11,40%. Por outro lado, os combustíveis pressionaram o índice para baixo, com quedas na gasolina (-0,61%) e no gás veicular (-3,10%), mas com altas no etanol (0,55%) e no óleo diesel (0,23%).

Já no acumulado dos últimos 12 meses, a inflação ficou em 3,81%, abaixo dos 4,44% vistos em janeiro nessa comparação. Assim, o índice se aproxima mais do centro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima e para baixo.

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A taxa é a maior registrada no IPCA desde fevereiro do ano passado, quando a alta foi de 1,31%. No entanto, comparando apenas os meses de fevereiro, que costumam ter taxas maiores devido aos reajustes em escolas e cursos, este foi o menor número para o mês desde 2020.

“Em fevereiro do ano passado, no IPCA de 1,31% houve uma pressão do grupo habitação, em especial na energia elétrica, em função do fim do Bônus de Itaipu, o que não ocorreu no ano de 2026”, explicou Fernando Gonçalves. “Na verdade, ao contrário do que ocorreu em fevereiro de 2025, dessa vez a conta de luz veio com um alívio”, disse.


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