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Economia

Presidente Lula pede a governadores que reduzam ICMS sobre combustíveis

A medida visa a tentar conter o preço do produto

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Logo após zerar as alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel para importação e comercialização, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), fez um apelo nesta quinta-feira (12/3) para que governadores reduzam o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre os combustíveis.

“Nós vamos fazer tudo que for possível e, quem sabe esperar, até com a boa vontade dos governadores de estado que, podem reduzir um pouco o ICMS no preço do combustível, naquilo que for possível cada estado fazer”, disse Lula.

A medida visa a tentar conter o preço do produto, que tem enfrentado elevação no valor entregue aos postos de combustíveis.

Mesmo sem um aumento oficial nos preços por parte da Petrobras, os postos de combustíveis já recebem diesel e gasolina com novos valores. Há locais em que o diesel foi entregue custando até R$ 0,80 a mais. Sindicatos dos postos relataram reajustes em Bahia, Goiás, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul.

As ações foram divulgadas em uma entrevista coletiva no Palácio do Planalto, da qual participaram os ministros Rui Costa (Casa Civil), Fernando Haddad (Fazenda), e Alexandre Silveira (Minas e Energia), além do secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa.

A medida visa a tentar conter o preço do produto, que tem enfrentado elevação no valor entregue aos postos de combustíveis.

Petróleo em alta

O preço internacional do petróleo tipo brent – que é referência no mercado – apresenta alta de 6,72 apenas nesta quinta, cotado a US$ 98,16. No último domingo (1º/3), o barril valia US$ 73 após acumular alta de 10% diante do início do conflito, mas o preço chegou a romper a barreira dos US$ 120. O recuo veio após declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, indicando um conflito de menor duração.

Os ataques entre Irã, Estados Unidos começaram no último sábado (28/2). Alta nos preços do barril de petróleo é influenciada pelo fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa mais de 20% do petróleo mundial.

IPCA não pegou elevação

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) não registrou a elevação nos preços dos combustíveis no Brasil, pois a pesquisa diz respeito apenas a fevereiro. Como os desdobramentos da guerra aconteceram depois, as variações devem aparecer no índice de março, a ser divulgado em abril.

No período pesquisado, o grupo dos preços de transportes teve contribuição importante para o índice, com avanço de 0,74%.

No entanto, os combustíveis não pesaram. As altas mais significativas partiram de passagem aérea (11,40), seguro voluntário de veículos (5,62%), e conserto de automóvel (1,22%) e ônibus urbano (1,14%).

No período pesquisado, houve retração de 0,47% nos preços dos combustíveis. Veja as variações por item:

gasolina: -0,61%;
gás veicular: -3,10%;
etanol 0,55%; e
óleo diesel: 0,23%.

Petrobras

No último dia 6, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, defendeu cautela sobre o preço dos combustíveis derivados do petróleo – diesel e gasolina, principalmente – diante dos aumentos expressivos no preço do barril de petróleo no mercado internacional. As altas são decorrentes do conflito centrado entre Irã, Estados Unidos e Israel.

“(A gente vai seguir) observando atentamente. Toda vez que esse mercado fica nervoso, como está agora, nós analisamos isso diariamente. Quando ele está calmo, uma semana, 15 dias. Neste momento a gente está olhando para isso todos os dias e vamos ver em que ponto vamos atuar ou se essa coisa se reverte”, disse Chambriard.

As informações são do Metrópoles.


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