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Economia

Melhora no poder de compra é mais percebida entre famílias com renda de 1 a 2 salários mínimos, mostra pesquisa

A sensação de piora aparece em maior percentual entre as que ganham mais de 5 salários.

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É entre as famílias com renda de um a dois salários mínimos que aparece a maior percepção de melhora do poder de compra entre os brasileiros em relação a 2022: 46%. Já a sensação de piora atinge seu pico, de 39%, entre as famílias com rendimentos superiores a cinco salários mínimos.

Os dados da pesquisa BTG/Nexus, aos quais o blog do jornal O Globo teve acesso em primeira mão, mostram que, em todas as faixas de renda, há pequena vantagem do sentimento de melhora do poder de compra.

O maior otimismo concentra-se no grupo com ganhos entre um e dois salários mínimos, no qual a percepção de melhora é 16 pontos superior à de piora: 46% contra 30%. Na base da pirâmide, representada pelas famílias com renda de até um salário mínimo, e no topo da distribuição de renda, a diferença é de apenas três pontos.

– Os números sugerem que as políticas de controle inflacionário e os reajustes salariais surtiram um efeito de alívio mais perceptível no bolso da classe média baixa, ao passo que as classes mais abastadas, potencialmente mais expostas a variações de serviços e itens de maior valor agregado, demonstram maior frustração com o custo de vida atual – afirma Marcelo Tokarski, CEO da Nexus.

Entre todas as faixas de renda foi nas famílias que têm ganho de até um salário mínimo mensal a maior sensação de imobilidade: 27% dizem não ter percebido alteração em seu poder de compra entre 2022 e agora.

A Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados entrevistou, por telefone, 2.045 pessoas entre os dias 22 e 24 de maio.


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