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Economia

Inflação fica acima do esperado e sobe 0,88% em março com destaque para transportes

Os destaques foram os grupos Transportes. Dados foram divulgados nesta sexta-feira (10) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

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A inflação ao consumidor brasileiro acelerou em março. No mês, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), avançou 0,88%, resultado acima das expectativas dos analistas consultados pela Reuters, que previam alta de 0,77%. Os destaques foram para os grupos Transportes.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (10) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

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Em março, os destaques foram os grupos Transportes, com alta de 1,64% e 0,34 p.p. de impacto, e Alimentação e bebidas, que subiu 1,56%, com impacto de 0,33 p.p. no índice do mês. Juntos, os dois grupos respondem por 76% do IPCA de março. Os demais grupos oscilaram entre 0,02% (Educação) e 0,65% (Despesas pessoais).

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Alta dos combustíveis pressiona transportes

A variação dos Transportes mais que dobrou, de fevereiro (0,74%) para março (1,64%), impulsionada pela alta nos combustíveis (4,47%). A gasolina, que em fevereiro caíra 0,61%, em março subiu 4,59%, sendo o principal impacto individual (0,23 p.p.) no índice do mês. Também se destacou o óleo diesel, que saiu de 0,23% em fevereiro para 13,90% em março, com 0,03 p.p. de impacto no mês. Já o etanol subiu 0,93% e o gás veicular recuou 0,98%.

O subitem passagem aérea desacelerou de 11,40% em fevereiro para 6,08% em março. O resultado do subitem ônibus urbano (1,17%) considera, além da apropriação de reajustes, as gratuidades e reduções de tarifa aos domingos e feriados. Foram incorporados os reajustes de 6,00% nas tarifas de Porto Alegre (3,52%), a partir de 19 de fevereiro; 4,46% em Recife (0,22%), a partir de 1° de fevereiro. Por conta da redução tarifária aos domingos, ocorreram variações no ônibus urbano em Belo Horizonte (1,13%), Belém (1,03%), São Paulo (0,89%) e Salvador (0,55%). Os locais com reduções aos domingos e feriados foram Brasília (12,95%) e Curitiba (2,20%).

O subitem táxi (0,26%) reflete o reajuste de 4,26% em Porto Alegre (2,55%) a partir de 19 de fevereiro e, no metrô (0,67%) foi apropriada a variação de 12,95% em Brasília, por conta das gratuidades aos domingos e feriados. No ônibus intermunicipal (0,22%) estão contemplados o reajuste de 11,69% a 12,61% no Rio de Janeiro (5,16%), desde 15 de fevereiro, e de 7,27% em Curitiba (5,01%), a partir de 16 de fevereiro.

Alimentação acelera com alta de alimentos

O grupo Alimentação e bebidas acelerou de 0,26% em fevereiro para 1,56% em março. A alimentação no domicílio subiu 1,94%, acima do mês anterior (0,23%), sob influência do tomate (20,31%), da cebola (17,25%), da batata-inglesa (12,17%), do leite longa vida (11,74%) e das carnes (1,73%). Os destaques em queda foram a maçã (-5,79%) e o café moído (-1,28%).

A alimentação fora do domicílio subiu 0,61% com o lanche saindo de 0,15% em fevereiro para 0,89% em março e a refeição com 0,49%, mesma variação de fevereiro.

O grupo com a terceira maior variação no mês, Despesas pessoais (0,65%), foi influenciado pelo subitem cinema, teatro e concertos (3,95%), com o fim da semana do cinema que ocorreu em fevereiro. Já o grupo Saúde e cuidados pessoais (0,42%) foi influenciado pela alta em plano de saúde (0,49%).

Habitação e serviços apresentam variações

No grupo Habitação, a variação de 0,22% em março contempla a alta da energia elétrica residencial (0,13%) que incorpora os reajustes médios de 6,92% e 14,66% nas concessionárias no Rio de Janeiro (3,09%), ambos com vigência a partir de 15 de março. No mês, manteve-se a bandeira tarifária verde, sem custo adicional para os consumidores.

Ainda em Habitação, a taxa de água e esgoto (0,24%) reflete o reajuste de 6,21% em uma das concessionárias de Porto Alegre (2,18%), a partir de 23 de fevereiro. No subitem gás encanado (-0,10%), em Curitiba (-0,25%), houve redução de 4,01% nas tarifas, a partir de 1° de fevereiro e, no Rio de Janeiro, a variação de -0,24% resultou da redução de 4,44% nas tarifas, desde 1º de fevereiro.

Entre os índices regionais, a maior variação ocorreu em Salvador (1,47%), influenciada pela alta da gasolina (17,37%) e das carnes (3,56%). A menor variação ocorreu em Rio Branco (0,37%), por conta do recuo da energia elétrica residencial (-3,28%) e das frutas (-3,72%).

Guerra impacta preços dos combustíveis

O resultado é o primeiro que já contabiliza os efeitos da guerra no Oriente Médio. O conflito causou o fechamento do Estreito de Ormuz e, consequentemente, a disparada dos preços do petróleo, o que pressiona o custo dos combustíveis globalmente.

Assim como em diversos países, o governo anunciou medidas para contar a alta do diesel, através a subvenção do combustível e redução de impostos federais.

Em fevereiro, o dado já havia registrado uma alta acima das projeções, subindo 0,70%, contra 0,33% em janeiro.


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