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Economia

Governo federal quer criar selo para mostrar impactos positivos da Zona Franca de Manaus

“Está na hora de dizermos: compre um celular, uma televisão, uma moto ou outro item fabricado na Amazônia e preserve ‘x’ árvores”, diz secretário Carlos Alexandre da Costa.

O secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos Alexandre da Costa, disse que o governo federal está construindo, junto ao Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), uma espécie de “certificação de pegada carbônica”, para demonstrar os impactos ambientais positivos dos produtos brasileiros e, em especial, dos produtos fabricados na Zona Franca de Manaus (ZFM). “A ideia é poder ter mecanismos de comparação e comprovação de que, se o desejo é mesmo pela preservação ambiental, os nossos produtos deveriam ser priorizados no mercado. Está na hora de dizermos: compre um celular, uma televisão, uma moto ou outro item fabricado na Amazônia e preserve ‘x’ árvores, porque eles foram feitos no maior projeto sustentável do mundo. Este é o momento de nos mostrar ao mundo com coragem porque somos exemplos” complementou.

O declaração foi feita na última reunião do Conselho de Administração da Superintendência da ZFM (CAS), quinta-feira, em Manaus. Carlos Costa também disse, que, neste momento em que as atenções mundiais estão voltadas para a Amazônia por conta da temática ambiental, a Zona Franca de Manaus (ZFM) tem uma grande oportunidade de buscar reconhecimento como maior projeto sustentável do planeta e de agregar valor estratégico em seus produtos. “O momento da região é muito feliz, porque, já que todo mundo está nos olhando, vamos mostrar como somos belos e como temos um modelo que deveria ser seguido por outros países”, afirmou o secretário.

O CAS aprovou 26 projetos industriais e de serviços, sendo cinco de implantação e 21 de diversificação, ampliação ou atualização, com previsão de geração de US$ 133.63 milhões em investimentos totais e de 864 novos empregos no Polo Industrial de Manaus (PIM) nos três primeiros anos de operação.

O secretário afirmou, ainda, que o Brasil está saindo da crise de maneira sustentável, com base em mudanças estruturais, esforços de simplificação e melhoria do ambiente de negócios, e voltou a comentar sobre a visão de futuro do governo federal para o desenvolvimento da Região, que inclui não apenas o fortalecimento da dinâmica industrial do modelo ZFM, mas a efetiva implementação do Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) com foco na geração de negócios e o sonho de transformar a região no maior polo de bioeconomia e economia sustentável do mundo.

“Não queremos substituir o que existe hoje, e sim ampliarmos o modelo naquilo que faça sentido para a região, naquilo em que possamos ser o melhor do mundo”, disse o titular da Sepec. “Entre todas as possibilidades e cenários da reforma tributária, deixamos claro que o governo respeita e reconhece a importância da Zona Franca de Manaus e vamos preservar os incentivos de forma suficiente para que seja possível manter as empresas e atrair outras para cá. Vamos trabalhar juntos para ter marcos estáveis”, reforçou.

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