Economia
Governo Federal descarta risco para MCMV com uso do FGTS no Desenrola 2.0
Ministério do Trabalho calcula que o impacto no programa no fundo será de R$ 4,5 bilhões.
O Ministério do Trabalho e Emprego estima uma saída de R$ 4,5 bilhões do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para a quitação de dívidas por meio do Desenrola 2.0.
Por representar menos de 1% do saldo total do fundo, o chefe da pasta, Luiz Marinho, descartou riscos para o programa Minha Casa, Minha Vida.
“Não tem absolutamente nenhum risco para sustentabilidade, manutenção em relação aos empreendimentos do Minha Casa, Minha Vida, da saúde dos municípios, obras de infraestrutura que o fundo financeira. Acima de tudo, [não apresenta riscos] para os trabalhadores em caso de rescisão”, disse o ministro nesta quarta-feira (29).
A estratégia do governo em usar recursos do FGTS para reduzir o endividamento tem sido criticada por analistas e setores produtivos. Há uma preocupação no setor imobiliário de que o uso do fundo poderia prejudicar o setor de habitação.
Para a Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias), o Desenrola 2.0 pode desvirtuar a finalidade do fundo e impactar o setor habitacional, uma vez que o trabalhador pode usar recursos do FGTS para comprar um imóvel.
O programa deve ser apresentado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), evento na segunda-feira (4).
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