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Economia

Gastos com educação crescem 50% depois das escolas se adaptarem à nova realidade de ensino, diz pesquisa

Entre os meses de janeiro e fevereiro de 2021 os gastos com educação no Brasil cresceram 50% em comparação com a média registrada no começo do ano passado.

Uma pesquisa feita pela startup de gestão de finanças pessoais Mobills a partir de dados de mais de 133 mil usuários de seu aplicativo mostra que os brasileiros estão mais preocupados com os estudos neste início de ano do que estavam no ano passado. Entre os meses de janeiro e fevereiro de 2021 os gastos com educação no Brasil cresceram 50% em comparação com a média registrada no começo do ano passado. As informações são do Valor Invest.

Na análise, é possível observar que os meses de maio e junho de 2020 foram os que tiveram a
maior queda de despesas na categoria. Mas em outubro passado começou a ser percebida uma recuperação e as despesas com estudos não pararam de crescer mês após mês.

No gráfico é possível observar que no mês de fevereiro de 2021 os brasileiros gastaram mais do
que em todos os outros períodos com educação. Os registros analisam despesas com escolas, cursos de idiomas, especialização e também capacitação, além de universidades.

Em março de 2020, início do período de isolamento social, os gastos registrados com educação caíram 7% em comparação com janeiro do mesmo ano, mas foi em abril que os gastos nessa categoria atingiram o menor piso do período analisado.

“Isso aconteceu porque as pessoas não podiam prever o que ia acontecer, o cenário era incerto e
preocupante para muitas famílias. Algumas pessoas desmatricularam filhos de escolas particulares, outras optaram por renegociar valores, abandonaram cursos e faculdades, até porque muita gente ficou desempregada”, explica Carlos Terceiro, presidente da Mobills.

Ele completa, porém, dizendo que em outubro, quando a economia voltou a reagir, inclusive com parcelas do auxílio emergencial chegando a mais pessoas, começou a ser visto um movimento de recuperação também para o setor de educação. Em outubro, as despesas registradas com educação foram 36% maiores do que o valor registrado em janeiro de 2020.

Ticket médio

Apesar do aumento de gastos, durante os meses analisados pela startup, foi registrada uma queda acentuada no ticket médio, em comparação com o início de 2020 e o de 2021. Em janeiro do ano passado, a média dos gastos era de R$ 550,31 e em fevereiro de 2021 a média caiu para R$ 484,57, declínio de 12%.

Ainda nessa análise, a Mobills constatou que 24,4% das transações com educação estão
associadas a um cartão de crédito.

As renegociações de valores e os descontos oferecidos pelas instituições de ensino derrubaram o ticket médio do que cada perfil analisado gastou. Aqueles que seguiram custeando cursos e escolas, em parte, gastaram menos porque, possivelmente, negociaram melhores preços”

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