Economia
FMI confirma volta para Venezuela e abrirá escritório em Caracas em 2027
Fundo Monetário Internacional retomou formalmente relações com o país há cinco meses. Abertura é prevista para o primeiro semestre de 2027.
Diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, confirma volta para Venezuela. (Foto:Reprodução)
A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, afirmou que a instituição abrirá um escritório em Caracas no próximo ano, confirmando os planos de manter uma presença permanente na Venezuela à medida que amplia o relacionamento com o país.
— Isso vai acontecer — disse Georgieva à Bloomberg News ao deixar uma reunião com a presidente interina Delcy Rodríguez, em Nova York, na segunda-feira.
Segundo a diretora, o escritório poderá ser aberto “em algum momento do primeiro semestre do próximo ano”.
Os comentários são a confirmação mais clara até agora dos planos do FMI de estabelecer uma presença local na Venezuela, após meses de discussões com autoridades do país. A Bloomberg News havia informado anteriormente que o FMI estudava abrir um escritório em Caracas enquanto intensifica a assistência técnica, depois que a Venezuela passou a compartilhar mais dados econômicos com o fundo.
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A medida ocorre cerca de cinco meses depois de a Venezuela retomar formalmente o relacionamento com o FMI sob a administração interina de Rodríguez, que assumiu o controle do governo venezuelano após forças dos Estados Unidos capturarem Nicolás Maduro.
Após anos de isolamento, altos funcionários do FMI viajaram a Caracas no fim de julho, pela primeira vez em mais de duas décadas, seguidos por uma missão maior de técnicos da instituição.
— Agora estamos garantindo que vamos recuperar rapidamente o atraso em relação aos dados e às principais políticas monetárias e fiscais — disse Georgieva.
Rodríguez chegou a Nova York na manhã de segunda-feira para participar da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU). Ela também se reuniu com representantes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Banco Mundial, enquanto a Venezuela busca reconstruir os laços com instituições financeiras internacionais.
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