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Economia

Com disparada do petróleo, defasagem do preço do diesel chega a 85% e da gasolina a 49%, diz ANP

Barril do petróleo chegou a quase US$ 120 no mercado internacional. Presidente de associação de importadores diz que mercado está “desorientado”.

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A desafasagem dos combustíveis no Brasil atinge níveis inéditos com o petróleo chegando a US$ 120 nesta segunda-feira (dia 9). Dados da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), considerando a abertura do mercado de hoje em relação ao fechamento de sexta, mostram que a Petrobras está vendendo o diesel no país 85% mais barato em comparação ao mercado internacional. No caso da gasolina, o preço está 49% abaixo da paridade internacional.

Segundo Sérgio Araújo, presidente da Abicom, a elevada defasagem está deixando o mercado “desorientado”.

— Espero que haja algum reajuste — afirmou ele.

A última vez que a estatal alterou o preço do diesel foi no dia seis de maio de 2025, quando reduziu em R$ 0,16 o litro nas refinarias, para R$ 3,27. Desde então, a Petrobras vem mantendo o preço inalterado.

Já a gasolina teve seu valor reduzido em 27 de janeiro deste ano. Na ocasião, o valor do litro para as refinarias caiu R$ 0,14, para R$ 2,57.

Apesar de a Petrobras não ter alterado seus preços, o valor dos combustíveis já aumentou nos postos com o início da guerra, já que cerca de 10% a 30% do consumo é importado, cujos preços acompanham a variação do barril.

De acordo com levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), na média nacional, o preço da gasolina vendida nos postos passou de R$ 6,28, na última semana de fevereiro, para R$ 6,30, na semana que terminou no dia 7 de março. Foi uma alta de 2 centavos, o que corresponde a 0,33%. Foi a primeira alta no preço da gasolina desde a semana de 11 de janeiro, quando o combustível subiu de R$6,29 para R$6,32 na média do país.

No mesmo período, o diesel passou de R$ 6,03 para R$ 6,08, um aumento de 5 centavos, equivalente a 0,83%. Foi o primeiro avanço desde a semana de 4 de janeiro, quando o preço médio passou de R$ 6,02 para R$ 6,05.

Na semana passada, durante conferência de resultados financeiros de 2025, Magda Chambriard, presidente da Petrobras, disse que a estatal evita o repasse da volatilidade de preços do mercado internacional ao consumidor brasileiro.

— Observamos as paridades internacionais de petróleo sem repassar as volatilidades para o mercado interno. Neste momento a gente está se perguntando até que momento essa cotação vai continuar. E essa pergunta ainda não está respondida. Se essa volatilidade for grande e a subida for grande assim, ela vai exigir respostas mais rápidas se a subida fosse mais lenta. Neste momento, não temos certeza dessa premissa — disse ela para analistas.


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