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Economia

Brasil registra déficit de US$ 6 bi nas contas externas em março com queda de superávit na balança comercial, mostra BC

Houve redução no saldo da diferença do que o Brasil vende e compra de outros países.

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(Foto:Cláudio Neves/Reprodução)

As contas externas do Brasil registraram déficit de US$ 6 bilhões em março de 2026, pouco mais do dobro dos U$ 2,9 bilhões registrados no mesmo período do ano passado. Os dados do setor externo foram divulgados nesta sexta-feira pelo Banco Central (BC). Em 12 meses, o rombo é de US$ 64,3 bilhões, maior do que em fevereiro (-US$ 61,2 bilhões).

Segundo o BC, este aumento decorreu, principalmente, de uma redução de US$ 1,6 bilhão no superávit comercial de bens e de déficits maiores em renda primária, US$ 1,1 bilhão, e serviços, US$ 0,6 bilhão.

O saldo positivo na balança comercial — a diferença entre o que o Brasil vende e o que compra de bens de outros países — foi de US$ 5,6 bilhões no terceiro mês deste ano contra US$ 7,2 bilhões no mesmo período de 2025. A redução é explicada por um crescimento maior das importações em relação às exportações. Os embarques totalizaram US$ 31,7 bilhões, aumento de 9,5%, e as compras de bens do exterior, US$ 26,1 bilhões, elevação de 19,9%.

A balança de serviços, no entanto, segue deficitária neste mês, com resultado negativo de US$ 4,8 bilhões, um aumento de 14,5% em relação ao ano passado (-US$ 4,2 bilhões). O saldo com viagens para o exterior ficou negativo em US$ 1,1 bilhão, com os brasileiros gastando mais lá fora – 27,8% em relação a março do ano passado, de US$ 1,6 bilhão para US$ 2,0 bilhões.

Contribuiu ainda para o aumento do déficit nas contas externas em março o resultado negativo de renda primária, de US$ 7,4 bilhões, contra o saldo deficitário de US$ 6,3 bilhões em igual período de 2025. Houve aumento de pagamentos de juros e com remessas de lucros e dividendos para o exterior.

Investimento

Os dados divulgados pelo BC mostram que o Brasil segue atraindo os investidores estrangeiros. Os Investimentos Diretos no País (IDP) — cujos recursos podem ser aplicados em fábricas, empresas e projetos de longo prazo — somaram US$ 6 bilhões em março, apenas um pouco abaixo dos US$ 6,3 bilhões do mesmo mês em 202

No acumulado de 12 meses, os investimentos diretos totalizaram US$ 75,7 bilhões (3,18% do PIB), um pouco abaixo do resultado de fevereiro, de US$ 75,9 bilhões.


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