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Brasil

Região Norte tem 3ª maior alta na cesta de 35 produtos de largo consumo em fevereiro, aponta Abras

As maiores altas ocorreram na região Sul (+23,24%), seguida do Centro-Oeste (+20,76%), Norte (+18,38%), Nordeste (+16,67%) e Sudeste (+15,12%).

Em fevereiro, o preço da cesta da Associação Brasileira de Supermercados (AbrasMercado) — composta por 35 produtos de largo consumo — subiu 0,73%, passando de R$ 800,75 para R$ 806,61 na média nacional. As maiores altas ocorreram na região Sul (+23,24%), seguida do Centro-Oeste (+20,76%), Norte (+18,38%), Nordeste (+16,67%) e Sudeste (+15,12%).

O destaque do mês foi a elevação expressiva nos preços dos ovos (+15,39%), seguida pelo café torrado e moído (+10,77%). O aumento atípico no preço dos ovos, observado desde a segunda quinzena de janeiro, fez do item o produto com maior variação na passagem de janeiro para fevereiro. A café torrado e moído manteve a tendência de alta, com avanço de +10,77%. No acumulado do ano, o avanço supera +20,25%, e em 12 meses atinge +66,19%.

Na contramão dessas elevações, sete produtos básicos apresentaram retração nos preços: feijão (-3,33%), óleo de soja (-1,98%), arroz (-1,61%), farinha de mandioca (-1,61%), leite longa vida (-1,04%), açúcar refinado (-0,28%), massa sêmola de espaguete (-0,16%).

Entre as proteínas, houve recuo nos preços da carne bovina – corte do traseiro (-0,14%) e do pernil (-0,41%). Já as altas foram registradas na carne bovina – corte do dianteiro (+1,17%) e no frango congelado (+0,37%).

Em hortifrúti, a batata (-4,10%) e a cebola (-1,77%) apresentaram retração, enquanto o preço do tomate subiu +3,74%, acumulando alta no ano de +24,77%.

Na categoria de limpeza, foram registrados aumentos no desinfetante (+0,96%), sabão em pó (+0,91%), detergente líquido para louças (+0,90%) e água sanitária (+0,41%).

Na análise regional, o Sul apresentou a maior variação em fevereiro, com alta de +1,51%, acima da média nacional.

Em seguida, as demais regiões apresentaram as seguintes variações:

Nordeste: +0,94%, com os preços passando de R$ 713,65 para R$ 720,34;
Sudeste: +0,94%, com a cesta variando de R$ 816,15 para R$ 823,86;
Norte: +0,92%, com alta de R$ 873,92 para R$ 881,99;
Centro-Oeste: +0,58%, com aumento de R$ 761,92 para R$ 766,32.

12 produtos

No recorte da cesta de alimentos básicos, composta por 12 produtos, houve alta de +0,70%, passando de R$ 345,56 para R$ 347,99 na média nacional.

Entre os itens que registraram queda nos preços, destacam-se: feijão (-3,33%), óleo de soja (-1,98%), arroz (-1,61%), farinha de mandioca (-1,61%), leite longa vida (-1,04%), açúcar refinado (-0,28%) e massa sêmola de espaguete (-0,16%).

Na análise por região, a maior elevação ocorreu no Sul (+1,07%), onde os preços passaram de R$ 368,46 para R$ 372,41. Em seguida, destacam-se: Sudeste: +1,05%, com os valores subindo de R$ 356,01 para R$ 359,75; Norte: +0,72%, com alta de R$ 420,90 para R$ 423,92; Centro-Oeste: +0,59%, com preços passando de R$ 344,66 para R$ 346,68; Nordeste: +0,40%, onde os valores subiram de R$ 301,72 para R$ 302,92.

Consumo

O consumo nos lares brasileiros, medido pela Abras), caiu 4,25% em fevereiro deste ano na comparação com o mês anterior. Em relação a fevereiro do ano passado, porém, houve aumento de 2,25%.

No acumulado do primeiro bimestre, a alta é de 2,24%. O resultado abrange os formatos de loja atacarejo, supermercado convencional, loja de vizinhança, hipermercado, minimercado e e-commerce. Todos os indicadores são deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo a Abras, o desempenho de fevereiro foi influenciado pelo fato de que, nos dois primeiros meses do ano, o orçamento das famílias é pressionado por despesas obrigatórias, como reajustes das mensalidades escolares, transporte e tributos.


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