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Brasil

Região Norte registra a segunda maior taxa média de condomínio do País em 2025, aponta índice da Superlógica,

Taxa de condomínio já compromete mais de 50% do salário mínimo; veja valores por região.

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A Região Norte teve a segunda maior taxa média de condomínio do País em 2025, de acordo com dados do Índice de Inadimplência Condominial da Superlógica, divulgados nesta quinta-feira (05/03).

regiao-norte-registra-a-segundAs taxas mais altas concentram-se no Nordeste (R$ 885,08), seguido pelo Norte (R$ 868,79) e pelo Sudeste (R$ 848,47) — todas acima da média nacional. No outro extremo, o Sul apresenta o valor mais acessível, fixado em R$ 661,26, enquanto Centro-Oeste tem custo médio de R$ 735,64.

O valor médio do condomínio no Brasil atingiu R$ 828,13 em 2025. O montante representa 54,6% do salário mínimo do ano passado (R$ 1.518) e, mesmo comparado ao piso atual de R$ 1.621, ainda compromete 51,1% da renda básica.

No período, a taxa de condomínio teve alta superior à inflação do período. Enquanto o IPCA fechou o ano em 4,26%, segundo o IBGE, a taxa condominial subiu 6,8%, avanço de 59,6% acima da inflação.

Apesar dos altos valores, a inadimplência condominial fechou o ano em 6,28%, uma leve queda de 0,02 ponto percentual em relação a 2024. No ano, o maior nível foi registrado em junho (7,19%), e o menor, em dezembro (5,87%).

O comportamento dos pagamentos revela um padrão inverso ao valor da taxa: condomínios com taxa baixa (abaixo de R$ 500) apresentam as maiores inadimplências, seguidos pelos de taxa média e, por último, pelos de taxa alta (acima de R$ 1 mil).

– Taxas baixas (até R$ 500): têm o maior índice de atrasos, fechando dezembro com inadimplência de 9,96%;

– Taxas médias (R$ 500 a R$ 1 mil): registraram 6,03% de inadimplência;

– Taxas altas (acima de R$ 1 mil): inadimplência ficou em 4,53%;

Entre as três faixas, a inadimplência teve pico em setembro de 2025, quando alcançou 11,46% na de menor valor.

Na avaliação de João Baroni, diretor de crédito do Grupo Superlógica, a alta reflete uma combinação de fatores: juros elevados, que encarecem contratos e serviços, inflação ainda pressionando itens do dia a dia e custos operacionais que pesam no orçamento, especialmente folha de pagamento e investimento em tecnologia e segurança, o que empurra o valor da taxa para cima.

Para o levantamento, a Superlógica analisou dados anonimizados de 130 mil condomínios em mais de mil cidades brasileiras. Para o cálculo de inadimplência, foram considerados boletos com atraso superior a 90 dias.

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