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Região Norte é a que tem a menor taxa de trabalhadores associados a sindicatos, aponta pesquisa do IBGE

Após aumento em 2024, a associação de trabalhadores a sindicatos no Brasil manteve estabilidade em 2025, com 8,8% (9,1 milhões de pessoas).

A associação de trabalhadores a sindicatos no Brasil manteve estabilidade em 2025, com 8,8% (9,1 milhões de pessoas). Em 2024, eram 8,9% dos ocupados (9,1 milhões de pessoas). A estabilidade se deu após um aumento de 812 mil novos associados, em 2024, que interrompeu uma sequência de reduções desde 2014. O percentual de trabalhadores associados a sindicato em cada região foi: Norte, 7,0%; Nordeste, 9,2%; Sul, 9,7%; Sudeste, 8,8%; e Centro-Oeste, 8,0%. As informações foram divulgadas hoje (23) no módulo Características adicionais do mercado de trabalho da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.

Na média nacional, entre os homens, 8,9% estavam sindicalizados em 2025, enquanto entre as mulheres a proporção chegava a 8,7%. A Região Nordeste foi a única em que o percentual de mulheres sindicalizadas era maior que a de homens, 9,6% contra 8,9%. No Norte, homens eram 7,5% e mulheres, 6,4%. No Sudeste, homens eram 9,0% e mulheres, 8,6%. No Sul, 9,9% homens e 9,4% mulheres. No Centro-Oeste, 8,4% homens e 7,4% mulheres.

A taxa de sindicalização se manteve estável em todos os grupamentos de atividade na comparação de 2025 com 2024. O grupamento de atividade com maior taxa de sindicalização foi Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, com 14,7%. Em seguida, Administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, com 14,6%; e Indústria geral, com 11,4%. Já as menores taxas ficaram com os grupamentos Serviços domésticos, 2,5%; Construção, 3,6%; e Outros serviços, 3,6%.

Na comparação com 2012, houve diminuição da sindicalização em todos os grupamentos. As maiores variações ocorreram em Transporte, armazenagem e correio, com redução de 12,4 pontos percentuais (p.p.); Administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais e Indústria geral, ambas com diminuição de 9,9 p.p.; e no grupo de Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, diminuição de 9,6 p.p..

Entre a posição na ocupação e categoria do emprego, as taxas de sindicalização mais elevadas foram do empregado no setor privado com carteira de trabalho assinada, com 11,3%; o trabalhador familiar auxiliar, com 10,2%; e o empregado no setor público (inclusive servidor estatutário e militar), com 18,4%. Por outro lado, o empregado no setor privado sem carteira de trabalho assinada (3,3%) e o trabalhador doméstico (2,8%) registraram as menores coberturas.

De 2024 para 2025, não houve variação, estatisticamente significativa, da taxa de sindicalização entre os trabalhadores em todas as categorias de emprego no trabalho principal. Isso mostra que, independentemente do setor de atividade (público ou privado), a retração da sindicalização atinge todos os segmentos da ocupação.

Nível superior

Em 2025, a menor taxa de sindicalização nacional era a dos ocupados com ensino fundamental completo e médio incompleto, com 5,6%. Já a maior era dos ocupados com ensino superior completo, de 13,5%. Entre os sem instrução ou ensino fundamental incompleto, 7,5% estavam sindicalizados e os ocupados com ensino médio completo ou superior completo tinham 7,6% de sindicalização.

Entre os 9,1 milhões de trabalhadores sindicalizados no país, 38,2% tinham ensino superior completo; 37,7% ensino médio completo ou superior incompleto; 8,4% fundamental completo ou médio incompleto; e 15,7% sem instrução ou fundamental incompleto.

Na análise por Grandes Regiões, três apresentam população sindicalizada mais escolarizada: Centro-Oeste tem o maior percentual de ocupados sindicalizados com nível superior completo (51,9%), seguido por Sudeste (40,1%) e Sul (38,6%).

Por outro lado, Norte e Nordeste se destacam pela alta taxa de trabalhadores sindicalizados sem instrução, 29,1% e 26,9%, respectivamente. As diferenças geográficas indicam uma presença mais forte de setores tradicionais e da agropecuária de baixa qualificação na base sindical do Norte e Nordeste, em oposição à centralidade dos setores de serviços especializados, indústria e funcionalismo público nas demais regiões.


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