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Polícia Federal devolve credenciais de agente dos EUA que atua no Brasil

Na ocasião, a PF atribuiu a prisão à “cooperação policial internacional entre Brasil e Estados Unidos no combate ao crime organizado”. Segundo Rodrigues, o ex-deputado foi alvo de uma abordagem por causa de uma infração de trânsito e teve sua documentação solicitada. Durante a checagem dos papéis, verificou-se que ele estava com o visto vencido.

Ramagem está foragido desde setembro do ano passado. Ele fugiu do Brasil no mesmo mês em que a Primeira Turma do STF julgou o chamado núcleo crucial da trama golpista. O ex-deputado foi condenado a 16 anos de prisão.

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A Polícia Federal devolveu nessa terça-feira, 28/4, as credenciais de trabalho de um agente americano que atua na sede da instituição em Brasília.

PF havia retirado as credenciais com base no princípio de reciprocidade. A medida foi anunciada pelo diretor-geral Andrei Rodrigues após os Estados Unidos pedirem a saída do delegado Marcelo Ivo Carvalho do país, em reação à prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem.

O nome do agente norte-americano não foi divulgado. Com a retirada das credenciais, o policial perdeu acesso à unidade em que trabalhava, em Brasília, e às bases de dados usadas para as cooperações entre as polícias dos EUA e do Brasil. Com a decisão de hoje, ele pode voltar a atuar na sede da PF.

O Itamaraty também havia cancelado as credenciais e o visto de um outro agente americano que atuava no Brasil. Michael Myers era responsável pela troca de informações e inteligência entre a PF e o ICE, serviço de imigração dos EUA. Ele voltou aos Estados Unidos após a medida de reciprocidade adotada pelo governo brasileiro. “Um teve temporariamente o acesso cortado à PF por mim. Outro teve o visto cancelado e determinado seu retorno aos Estados Unidos pelo MRE”, disse Rodrigues à Globonews na semana passada.

Expulso dos EUA, o delegado Marcelo Ivo Carvalho atuava junto ao ICE (Serviço de Imigração e Controle de Aduanas) em Miami. O governo americano atribuiu ao delegado a responsabilidade pela detenção de Ramagem. Ao anunciar a saída do policial, o presidente Donald Trump declarou que “nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas ao território dos Estados Unidos”.

Justificativa para cassar o visto foi quebra de confiança. Segundo apurou a colunista do UOL Mariana Sanches, Washington considerou que Carvalho induziu ao erro os agentes locais da polícia migratória ao convencê-los a ter Ramagem como alvo, algo que fere os interesses políticos de bolsonaristas aliados aos trumpistas.

Ramagem foi solto em 15 de abril, após dois dias preso. O ex-deputado alega que foi liberado sem a necessidade de fiança, após as autoridades americanas tomarem conhecimento de que ele tem um pedido de asilo político a ser analisado no país.

Na ocasião, a PF atribuiu a prisão à “cooperação policial internacional entre Brasil e Estados Unidos no combate ao crime organizado”. Segundo Rodrigues, o ex-deputado foi alvo de uma abordagem por causa de uma infração de trânsito e teve sua documentação solicitada. Durante a checagem dos papéis, verificou-se que ele estava com o visto vencido.

Ramagem está foragido desde setembro do ano passado. Ele fugiu do Brasil no mesmo mês em que a Primeira Turma do STF julgou o chamado núcleo crucial da trama golpista. O ex-deputado foi condenado a 16 anos de prisão.


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