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Brasil

PF identifica responsáveis por vídeos virais “Caso ela diga não”

Conclusão da investigação aponta quatro perfis brasileiros que postaram vídeos de agressão a mulheres

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Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

A PF (Polícia Federal) concluiu a investigação para identificar de onde surgiram os vídeos que viralizaram na trend mundial “Caso ela diga não”, que incitava violência contra mulheres.

A apuração da Unidade de Repressão a Crimes Cibernéticos de Ódio, em Brasília, levantou quatro perfis brasileiros.

Os perfis foram criados entre 2024 e 2025 e a maioria do conteúdo que viralizou foi publicada no ano passado, mas tiveram maior impacto em março deste ano, no mês internacional da mulher.
As imagens repercutidas em centenas de páginas mostraram homens ajoelhados pedindo mulheres em casamento ou fazendo “cantadas” em festas e logo depois espancamentos e até esfaqueamento após uma negativa da investida. Um “ensinamento caso ela diga não”, apontavam os perfis.

No começo da investigação, a PF se debruçou para saber a origem dos vídeos, se partiram do Brasil ou de outro país. Agora, com a identificação dos brasileiros, em maioria jovens, a coordenação de Brasília enviou os dados para as superintendências continuarem as investigações nos estados e pedir medidas judiciais à Justiça.

Em março deste ano, à CNN Brasil, o delegado Flávio Rolim, chefe da unidade de investigação, disse que essa trend demonstrava “um movimento cíclico e que os adolescentes que assistiam podem crescer como algozes”. “É preciso uma atuação preventiva das plataformas”, disse.

A PF contou com a colaboração da rede TikTok, onde a trend viralizou. A plataforma apagou os vídeos e repassou os dados para o inquérito da PF.

Com informações da CNN


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