Brasil
Pesquisa indica que 4 em cada 10 segurados do INSS não conhecem as recentes mudanças feitas no consignado
Desconhecimento se aplica mesmo àqueles que já utilizaram a modalidade de empréstimo com desconto em folha.
Uma pesquisa feita neste mês pela meutudo — fintech especializada em crédito consignado digital — apontou que quatro em cada dez beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) desconhecem as novas regras do crédito consignado para aposentados e pensionistas. Isso se aplica mesmo àqueles que já utilizaram essa modalidade de empréstimo com desconto em folha.
O levantamento — feito por meio do blog e da seção datatudo — contou com respostas de mais de cinco mil pessoas para diferentes perguntas, incluindo questões sobre margem consignável (percentual da renda mensal que pode ser comprometido com o pagamento da parcela do empréstimo), prazo de pagamento e carência (prazo para começar a pagar).
“Apenas beneficiários do INSS ou responsáveis por beneficiários seguiram para as perguntas específicas sobre consignado”, explicou a fintech.
Mudanças nas regras ainda geram dúvidas
Muita gente ainda não sabe, mas houve recentemente uma redução da margem consignável do beneficiário de 45% para 40% — ou seja, agora ninguém pode comprometer mais do que 40% da renda mensal com a parcela. E não há mais a divisão obrigatória entre empréstimo tradicional com desconto em folha (35%), cartão de crédito (5%) e cartão de benefício (5%). Essa mudança é desconhecida por 41% dos que participaram da pesquisa.
Por outro lado, houve ampliação do prazo máximo de pagamento de 96 para 108 meses. E 40% afirmaram desconhecer o assunto.
A pesquisa indicou, no entanto, que ao tomar ciência das alterações, a maioria avalia as mudanças como positivas. A unificação da margem em 40% foi considerada positiva por 49% das pessoas.
Além disso, a proposta de fixar uma carência de 90 dias para o pagamento da primeira parcela teve aprovação de 59%, que alegaram ter mais segurança para contratar, e de 64%, que afirmaram ter mais tranquilidade.
Por fim, a maioria declarou ter interesse em contratar um novo empréstimo (44%), seguido de refinanciar um empréstimo existente (19%). Além disso, 55% disseram que contratariam ou refinanciariam caso o prazo maior resultasse em parcelas menores.
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