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Brasil

Operação policial interestadual ataca lavagem de dinheiro do narcotráfico na conexão da fronteira do Amazonas com o Rio de Janeiro

Agentes cumprem mandados no Rio, Amazonas, Paraná, Santa Catarina e São Paulo.

Policiais civis deflagraram, nesta terça-feira (09/07), uma ação contra a lavagem de dinheiro do tráfico de drogas. Agentes cumprem 26 mandados de prisão no Rio e nos estados do Amazonas, Paraná, Santa Catarina e São Paulo. A segunda fase da Operação Rota do Rio mira criminosos das comunidades Parque União e Nova Holanda, no Complexo da Maré, Zona Norte. Segundo relatos, houve intenso confronto na região no início da manhã. Até o momento, oito pessoas foram presas.

A operação ocorre após investigações que analisaram transações entre 2017 e 2022 e apontaram uma estrutura criminosa complexa, com uma divisão sofisticada de tarefas para a lavagem de dinheiro do tráfico de drogas. O esquema envolvia depósitos bancários em contas de pessoas jurídicas, localizadas, principalmente, em regiões de fronteira do Amazonas, para ocultar a origem ilícita do dinheiro. A ação ainda prevê bloqueio de bens e valores relacionados aos investigados.

A ação conta com apoio das Polícias Civis do Amazonas, Paraná, Santa Catarina e São Paulo, nesses estados. Uma equipe especializada Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro foi enviada para Manaus, capital amazonense, por conta da quantidade de alvos da operação na região Norte.

A primeira fase da operação Rota do Rio descobriu um dos maiores esquemas de fornecimento de drogas entre as facções Comando Vermelho (CV) e Comando Vermelho do Amazonas (CVAM). As investigações mostraram que a droga era adquirida na fronteira tríplice entre Peru, Colombia, Brasil e escoada do Amazonas em uma rota pelo Rio Solimões, passando pelo Centro-Oesto do país, Minas Gerais, até chegar ao Rio de Janeiro. Já o dinheiro pago pelos entorpecentes fazia o caminho de volta.

Em um período de dois anos, o esquema movimentou cerca de R$ 30 milhões. Para esconder a origem ilícita do dinheiro da compra e venda de drogas, a organização realizava pagamentos de forma pulverizada em contas bancárias para laranjas e empresas. Entre elas, um frigorífico no Amazonas do ex-prefeito de Anamã, Raimundo Pinheiro da Silva, o Chicó, que teve o mandato cassado por abuso de poder econômico. O estabelecimento era usado para a movimentação da droga e recebimento de valores da rota final do tráfico.

Na ação, que ocorreu em 21 de maio, agentes prenderam, no Morro dos Prazeres, Região Central, os agentes prenderam Juan Roberto Figueira da Silva, o Cocão, apontado como uma das lideranças da comunidade e um dos principais responsável pelos roubos de veículos da organização criminosa. As investigações apontaram que os automóveis roubados eram clonados e o dinheiro obtido com as vendas era usado na compra de cocaína e maconha do tipo Skank transportadas do Amazonas.

De acordo com moradores, cerca de 50 viaturas, além de veículos blindados circulam pelas comunidades, na manhã desta terça-feira. Em imagens que circulam nas redes sociais, também é possível ver os policiais civis percorrendo ruas da Maré à pé e armados. Confira abaixo. A ação é realizada pela Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD). A região onde a operação acontece é dominada por traficantes do Comando Vermelho (CV). Até o momento, uma pessoa foi presa no Rio, outra em São Paulo e seis em Manaus, no Amazonas.

Ao todo, são cumpridos 26 mandados de prisão. Num balanço parcial nesta manhã já estão confirmadas uma prisão no Rio, uma em São Paulo e seis em Manaus. Também está previsto o bloqueio de bens e valores relacionados aos investigados, tanto pessoas físicas como jurídicas, como medida para enfraquecer financeiramente o grupo.

A ação ocorre após extensas investigações que analisaram transações que se estenderam de 2017 a 2022, e revelaram uma estrutura criminosa complexa, caracterizada por uma divisão sofisticada de tarefas para a lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas. O esquema criminoso envolvia depósitos bancários em contas de pessoas jurídicas, localizadas principalmente em regiões de fronteira do Amazonas, com o objetivo de ocultar a origem ilícita dos valores.

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