Brasil
Operação investiga policial federal suspeito de vazar dados para proteger garimpo ilegal na Amazônia
Operação Âmbitus mira grupo suspeito de vazar dados para proteger extração ilegal; bens de R$ 22 milhões foram bloqueados.
A Polícia Federal (PF) informou que deflagrou, nesta quinta-feira (11/06), a Operação Âmbitus, com o objetivo de apurar a atuação de grupo suspeito de corromper servidor público para obter informações sigilosas sobre ações de fiscalização ambiental na região amazônica. Entre os investigados está um servidor público federal, ocupante do cargo de policial federal, suspeito de repassar informações sigilosas em benefício da organização criminosa.
Na ação, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nos estados de Rondônia, Goiás e Alagoas, além de um mandado de prisão preventiva. A Justiça Federal também determinou o sequestro de bens e valores no montante de R$ 22 milhões.
As investigações tiveram origem em elementos obtidos durante operações de combate ao garimpo ilegal e apontam que integrantes da organização criminosa teriam recebido antecipadamente informações sobre ações policiais e fiscalizatórias, permitindo a adoção de medidas para dificultar a atuação do poder público e assegurar a continuidade das atividades ilícitas.
Também são apurados possíveis crimes de lavagem de dinheiro, mediante a utilização de empresas e outras estruturas destinadas à movimentação e ocultação de recursos supostamente oriundos das atividades investigadas.
Os investigados poderão responder, na medida de suas participações, pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, violação de sigilo funcional, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
As investigações prosseguem para identificar todos os envolvidos e aprofundar a apuração dos fatos.A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (11/06), a Operação Âmbitus para desarticular um suposto esquema de vazamento de informações sigilosas sobre ações de fiscalização ambiental na Amazônia.
A investigação começou a partir de provas recolhidas em ações anteriores de combate ao garimpo ilegal.
A Justiça Federal determinou o bloqueio de bens e valores que somam R$ 22 milhões. Os agentes também cumprem:
– 7 mandados de busca e apreensão nos estados de Alagoas, Rondônia e Goiás;
– 1 mandado de prisão preventiva.
Esquema
Segundo a PF, integrantes do grupo criminoso recebiam acesso antecipado a informações sobre operações policiais e fiscalizações ambientais. Com os dados vazados, eles conseguiam adotar estratégias para dificultar a atuação das autoridades e manter a extração ilegal na região.
A polícia também apura a suspeita de lavagem de dinheiro. O grupo usaria empresas de fachada e outras estruturas para movimentar e ocultar os recursos de origem ilícita.
Entre os alvos da operação está um policial federal. Ele é suspeito de atuar em benefício da organização criminosa repassando os dados sigilosos sobre as fiscalizações. O nome do suspeito não foi divulgado.
As investigações continuam para identificar outros envolvidos. Os suspeitos poderão responder pelos crimes de corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
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