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Brasil

Observatório da OTCA lança painel sobre degradação florestal na Amazônia

A nova interface do painel ORA/OTCA reúne mapas e gráficos dinâmicos que apresentam a série histórica de dados de degradação florestal em oito países amazônicos.

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O Observatório Regional Amazônico da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (ORA/OTCA) lançou o novo Painel de Degradação Florestal da Amazônia, ampliando o conjunto de ferramentas de monitoramento ambiental disponíveis na plataforma.

A nova interface reúne mapas e gráficos dinâmicos que apresentam a série histórica de dados de degradação florestal dos oito países amazônicos (Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Peru, Guiana, Suriname e Venezuela) entre 1984 e 2024, permitindo análises espaciais e temporais integradas. Há ainda uma análise específica para todas as áreas naturais protegidas e territórios indígenas na Amazônia.

O módulo de degradação passa a complementar os dados de desmatamento já disponibilizados pelo ORA. “O desmatamento é a remoção total da cobertura de vegetação nativa, já a degradação representa um processo intermediário, de empobrecimento da floresta, sem sua destruição completa, como ocorre, por exemplo, no corte seletivo de árvores”, explica Maycon Castro, Especialista Monitoramento Ambiental do ORA.

“Compreender a degradação é essencial porque ela frequentemente antecede diferentes trajetórias da paisagem. Uma área degradada pode evoluir para o desmatamento, avançar para a regeneração florestal ou permanecer por longos períodos em um estado de pousio”, explica Tarsila Andrade, especialista em geoprocessamento do ORA. 

A degradação florestal é mais difícil de mapear do que o desmatamento, pois, em alguns casos, ocorre com a floresta ainda em pé. Entre seus principais vetores estão os incêndios florestais, intensificados nos últimos anos por cenários de seca na Amazônia, o corte seletivo de madeira e o efeito de borda associado à fragmentação da paisagem.

Estes processos reduzem a capacidade da floresta de prover serviços ecossistêmicos, como regulação climática, conservação da biodiversidade e manutenção do ciclo hidrológico. O acesso a esse tipo de informação é estratégico para subsidiar políticas públicas baseadas em evidências nos países amazônicos.

“Nossas análises sobre áreas degradadas podem inclusive ajudar a separar as atividades ilícitas de corte seletivo, daquelas que através das concessões florestais praticam o corte seletivo”, explica afirma Arnaldo Carneiro, coordenador do ORA.


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