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Brasil

Mortes de brasileiros na Ucrânia: 22 morreram em conflito e outros 44 estão desaparecidos, diz Itamaraty

Governo desaconselha alistamento em forças estrangeiras desde julho de 2025.

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A morte do paraense Adriano Silva, atingido por fogo de artilharia durante operações militares na Ucrânia, trouxe à tona a atualização do número de brasileiros afetados pela guerra e reacendeu o alerta do governo federal sobre os riscos do alistamento voluntário em conflitos no exterior. Segundo dados atualizados obtidos pelo GLOBO junto ao Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), 22 nacionais morreram e outros 44 estão desaparecidos desde o início da guerra.

Os números são superiores aos divulgados oficialmente em dezembro do ano passado (a morte de Adriano é recente, portanto, ainda não foi contabilizada oficialmente pelo órgão). O crescimento das baixas reforça a preocupação do Itamaraty, que, em julho de 2025, publicou nota oficial desaconselhando a ida de cidadãos brasileiros a zonas de conflito armado.

De acordo com informações preliminares, Adriano Silva atuava como voluntário integrado às forças ucranianas e morreu em um ataque indireto, modalidade considerada uma das mais letais da guerra moderna, marcada por bombardeios e uso intensivo de artilharia de longo alcance.

No aviso divulgado no ano passado, o Itamaraty destacou o aumento no número de brasileiros mortos em conflitos internacionais e alertou também para casos em que voluntários enfrentam dificuldades para interromper sua participação nos exércitos combatentes após o alistamento. Em muitos desses casos, a assistência consular é limitada pelos contratos firmados com forças estrangeiras.

“Nesse sentido, recomenda-se fortemente que convites ou ofertas de trabalho ou de participação em exércitos estrangeiros sejam recusadas”, afirmou o ministério, em nota.

O governo brasileiro também ressaltou que não há obrigação do poder público em custear passagens ou o retorno de cidadãos que se encontrem em zonas de guerra. Outro ponto central do alerta envolve as consequências legais: brasileiros alistados em forças armadas estrangeiras podem responder criminalmente não apenas no exterior, mas também no Brasil, com base no artigo 7º do Código Penal, que prevê a aplicação da lei brasileira a ilícitos cometidos por nacionais fora do país em determinadas circunstâncias.

Para brasileiros que estejam em áreas de conflito e necessitem de assistência, o Itamaraty orienta o contato com as embaixadas do Brasil nos países onde se encontram ou com o plantão da Divisão de Comunidades Brasileiras e Assistência Consular, em Brasília.


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