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Moraes dá 24h para Bolsonaro esclarecer pistola apreendida com segurança

Moraes quer que defesa explique por que Bolsonaro mantinha arma de fogo com carregador em casa.

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O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), deu 24 horas para que a defesa de Jair Bolsonaro (PL) explique a pistola 9mm apreendida pela Polícia Militar do DF que um sargento do Exército disse ser do ex-presidente.

Moraes quer que defesa explique por que Bolsonaro mantinha arma de fogo com carregador em casa. “Determino, no prazo de 24 horas, que a defesa de Jair Messias Bolsonaro se manifeste esclarecendo, inclusive, a razão pela qual o condenado mantinha uma arma de fogo em casa, com carregador sobressalente”, diz Moraes na decisão.

Ministro quer saber também por que Bolsonaro pediu para arma ser consertada. Moraes destacou que a solicitação de reparo do armamento vem às vésperas do encerramento do prazo de 90 dias de prisão domiciliar humanitária do ex-presidente. A renovação do período, que termina no fim de junho, ainda será analisada por Moraes. Condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe, Bolsonaro está preso em casa desde 27 de março, quando recebeu alta após ser internado para tratar uma broncopneumonia.

Moraes pediu que o 19º Batalhão da PMDF esclareça se está cumprindo ordem de revista dos carros que saem da casa de Bolsonaro. A ordem se estende aos veículos oficiais que fazem a segurança do ex-presidente. O 19º BPM é responsável pelas medidas de segurança do regime domiciliar humanitário de Bolsonaro.

Arma foi encontrada em veículo oficial

Armamento foi apreendido ontem em blitz da PMDF (Polícia Militar do DF). A pistola 9mm estava em posse de sargento de nome Estácio, que alegou ser do GSI (Gabinete de Segurança Institucional). Ele foi abordado em um veículo oficial da Presidência da República, durante fiscalização de rotina que acontecia no Pistão Norte, na região de Taguatinga, e disse trabalhar com o ex-presidente

Policiais perceberam que havia uma arma no assoalho do carro, o que chamou atenção. Questionado sobre o registro da pistola, o sargento afirmou que o documento estava em sua carteira funcional. Ao verificá-la, os policiais viram que não havia certificação da arma.

Sargento atribuiu posse a Bolsonaro

Sargento respondeu que armamento pertence a Bolsonaro e ficava dentro do veículo. Os policiais também localizaram um carregador da arma. Estácio foi levado à 21ª Delegacia (Pistão Sul) para prestar esclarecimentos devido à falta de registro da pistola.

No local, disse que o armamento foi entregue a ele ontem para conserto. Segundo o sargento disse em depoimento, a pistola apresentava pane que “aparentava ser de fácil solução” e seria devolvida hoje.

Ocorrência foi encaminhada ao STF (Supremo Tribunal Federal). O registro do caso foi anexado aos autos do processo de execução penal do ex-presidente, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

Armamento foi apreendido para investigação. Segundo a PMDF, caberá à Polícia Civil determinar a “procedência e situação legal” do artefato.

GSI nega vínculo com o sargento

Segundo o GSI, Estácio não é mais vinculado ao órgão. Atualmente, o sargento está cedido à Casa Civil, ficando responsável pela segurança de Bolsonaro. Em nota, o GSI informou que não realiza “a segurança de ex-presidentes, incluindo o senhor Jair Messias Bolsonaro” e que “os servidores à disposição dos ex-presidentes são de livre indicação dos mesmos e não estão subordinados nem vinculados operacionalmente ao GSI”.


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