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Brasil

Ministro da Fazenda diz que não haverá reajuste acima da inflação para os servidores federais em 2027

Dario Durigan faz referência a gatilhos condicionados ao déficit primário, conforme previsto em lei complementar de 2024.

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Servidores federais de todos os Poderes, bem como do Ministério Público, Defensoria Pública, Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e Tribunal de Contas da União (TCU) não irão receber reajuste acima da inflação em 2027. É o que afirmou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, nesta segunda-feira (dia 15).

— Ano que vem, nós não vamos ter ganho real de aumento para o servidor público. O que está autorizado é só o aumento pela inflação, o que é um ganho, em especial num primeiro ano de governo — disse o ministro da Fazenda durante entrevista no podcast Warren Politica.

Durigan faz menção à Lei Complementar 211/2024, que cria gatilhos em caso de déficit primário, quando as despesas do governo excedem as receitas adquiridas com tributos e impostos. Assim, ficam proibidas a criação, a ampliação ou prorrogação de incentivos tributários e o aumento real de gastos com o funcionalismo público.

Os gatilhos começam a valer a partir de 2027, ou seja, considerando que houve déficit fiscal em 2025. A lei prevê que estão excluídos “os montantes concedidos por força de sentença judicial”.

As despesas de pessoal e encargos com pessoal de cada um dos Poderes não pode crescimento maior do que o piso de reajuste das despesas permitidas pelo arcabouço fiscal, aprovado em 2023. O pacote de regras prevê que o governo tenha recursos para programas sociais e mantenha o funcionamento da máquina pública sem descontrole de gastos e excesso de endividamento.

Os servidores públicos federais receberam, em maio, a segunda e última parcela do reajuste salarial acima da inflação (o percentual variou de acordo com a carreira e o cargo). O reajuste foi negociado durante as mesas de negociação realizadas entre 2023 e 2024 pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).


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